La Grille Montorgueil, em Paris

Última semana do mês, e o que isso significa? Sim, mais um Casal pelo Mundo. Essa nossa série de dicas pra quem está planejando uma viagem pra fora do grande eixo culinário, vulgo São Paulo, ganha mais um episódio na capital francesa: Paris.

Quando você está em uma cidade do exterior, especialmente uma tão turística como Paris, existem três opções na hora de comer alguma coisa (quatro, mas vamos esquecer o supermercado nesse momento): os restaurantes conhecidos, aqueles que todo turista procura; os fast-foods; e os restaurantes do dia a dia. Aquele que o pessoal frequente na sexta depois do trabalho, sem se preocupar muito com cardápio em dezenas de línguas e pratos internacionais. Tentamos deixar a sorte nos levar, e agora você vai conhecer um pouco mais desse achado, o La Grille Montorgueil.

Paris é uma referência para o mundo, seja como uma cidade romântica ou como a cidade luz, ela é muito mais do que as pessoas imaginam. Ela é com certeza o lugar mais bonito que conheci, ela oferece muita coisa da mais luxuosa até a mais simples, mas sempre muito cara. A gastronomia não é diferente, restaurante oferecem apenas refeições executivas e a comida de rua as vezes enjooa um pouco.

Estávamos procurando um restaurante bacana para conhecer, tínhamos algumas indicações, mas optamos por sair andando pela cidade até encontrar algo bacana. Andamos muito naquela noite, não conseguíamos decidir onde comer porque sempre tinha algo que ficávamos com o pé atrás. Até que demos de cara com La Grille, um restaurante típico francês, mais da metade das mesas do lado de fora e muitas nas calçada. Como estava bastante calor, sentamos em uma mesa na calçada pois assim víamos o movimento da rua.

Esquina onde passavam poucos carros, a rua era tomada de pessoas que estava aproveitando os primeiros dias de calor. Eu não tive dúvida do que pedir, afinal estava na França. Pedi o Tartar (€ 15,50) que acompanhava salada e fritas. A comunicação com o garçom não foi fácil, mas ele entendeu o nosso inglês e conseguimos pedir tranquilamente. O serviço na França não é das melhores coisas, eles são impacientes e não fazem esforço para te entender, além de demorarem muito. Mas isso claro pode ser um costume no país.

Eu sabia que não me arrependeria do prato afinal eu estava comendo talvez o prato mais tradicional do país! E realmente foi exatamente como imaginava, a carne fresca é feita na horas, tem um gosto forte e típico ao misturar com os temperos. A salada é simples de folhas, mas fresca e combina muito com o prato. As batatas são crocantes e muito secas, a combinação é muito boa! O prato em sim não tem muita novidade, é um prato tipo extremamente bem feito.

Foi um jantar extremamente agradável e romântico só por ser em Paris. De longe é um restaurante de luxo ou algo do tipo, mas é exatamente o que um casal procura para um passeio romântico sem gastar muito, vale a visita. E a cidade luz é realmente incrível.

Era uma noite de férias e nosso objetivo era apenas um: matar a fome. Estávamos no segundo bairro da cidade – ou arrondissement, se você consegue pronunciar essa palavra impossível – que não é dos mais visitados por turistas. Como não existem muitos atrativos por aquelas bandas, não foi de se estranhar encontrar menos câmeras e pessoas da cidade. Pelas bonitas ruas da região, meio que acabamos na rua Montorgueil, cheia de bares e restaurantes, e acabamos por sentar no La Grille.

Cheio de gente nas mesas de fora em uma noite de calor, nos venceu diante de tantas opções. E nem demorou tanto conseguir uma mesa, embora o atendimento tenha suas questões. Não que tenha sido um problema, mas a simpatia não foi a primeira das características, especialmente na hora de pedir a conta – juro que se tivesse sentado na mesa ainda estaria esperando.

A comida, ao menos, é boa. Escolhi o Magret com Batatas (€ 18), que embora fosse o prato mais caro do cardápio, não doeu tanto o bolso. Ainda mais depois das primeiras garfadas. O sabor é bem singular, com a textura do pato no ponto certo, acompanhado de um molho agridoce e batatas gratinadas.

O pato era bom? Era. A batata era boa? Era também. Mas o que era melhor? O molho, certeza. O toque adocicado dele combina com as outras partes do prato, mas, diferente de outros magrets, o sabor mais leve – sem levar para o doce – te faz comer da maneira mais lenta possível, pra durar mais. Difícil dizer que tenho planos de voltar, já que existem milhares de outros peixes naquele mar, mas o pato do La Grille vai ser complicado de esquecer.


La Grille Montorgueil – 50 rue Montorgueil, 75002 Paris; Abre: todo dia; Contato: +33 1 42 33 21 21; Pagamento: débito, crédito; Faixa de preços: €.
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