Firin Salonu, no Sumaré

Aberto no ano passado, o Firin Salonu ganhou os holofotes recentemente, quando foi apontado como um dos melhores restaurantes bons e baratos da cidade. E já sabe né? Falou com comida boa e um preço que cabe no bolso, a vontade de visitar cresce! O local já estava no nosso radar, muito mais bela misteriosa e bonita esquina da Heitor Penteado, do que por saber exatamente do que se tratava.

Mesmo julgando o livro pela capa, o desejo de entrar no restaurante só ganhou força quando descobrimos que se tratava de uma casa especializada em culinária turca. Depois disso foi só correr para o abraço e experimentar o máximo de coisas possíveis do cardápio. O resultado? Você confere agora mesmo, bastante continuar lendo.

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A gente adora conhecer lugares novos, novas experiências, novos sabores, por isso não pensamos duas vezes depois que descobrimos o Farin. O dono já conhecido pelo Kebab Salonu, abriu a casa com a intenção de ser algo totalmente diferente.

A casa antiga em um ponto movimentado da cidade disperta a curiosidade de quem passa pela frente. O espaço tem uma decoração simples e charmosa, as mesas são grandes é feita para você dividir com algumas pessoas desconhecidas. Achei a proposta bacana porque permite que você conheça pessoas mesmo que a sua intenção não seja essa.

Os atendentes são incrivelmente atenciosos, o que deixa você menos incomodado com a demora da cozinha. Entendo que um prato bem feito requer atenção, mas não é o restaurante que você possa ir com pressa.

O cardápio gira em torno das entradas e de apenas um prato quente, o pide, espécie de esfiha grande que vou detalhar melhor daqui a pouco. Como entrada pedimos uma coalhada da casa, cesta de pães e uma carne de cordeiro. A coalhada tem um sabor diferente da comum, um pouco mais leve, a calda do chá que acompanha, da o toque perfeito do azeite. Os pães são muito bons, mas o pão estilo focaccia é destaque. Já a carne que vem com queijo de cabra e salada, é tão macia que parece peixe. Incrivelmente saborosa.

Escolhemos o pide de pastrame, queijo artesanal, rúcula, picles de uva e cebola, o prato é muito bem feito. Com aproximadamente 20 centímetros, a pide é perfeita para dividir. É a mistura perfeita da pizza com a esfiha, ela tem uma massa leve e uma combinação de cheio que vale a pena. É realmente muito boa, e sem investir muito.

Pedimos também o pudim morno, mas eu não gostei. A casa é encantadora em todos os sentidos, a visita vale cada centavo, mesmo tento o preço bem justo.

É verdade que o misterioso restaurante estava na nossa cabeça havia um tempo. Dos poucos detalhes que eram sabidos, apenas a bandeira da Turquia que era ostentada na parede da casa. Sorte que tudo mudou quando tivemos a chance de conhecer o local, ainda mais agora que as filas são grandes.

Se pretende também dar o ar da graça, prefira o período noturno ou o primeiro horário durante o almoço. A dica não é nem minha, mas do Edson, nosso ótimo atendente durante uma gostosa noite de sábado.

A casa não estava muito cheia quando chegamos, o que nos ajudou a escolher o melhor lugar de todos: a mesa na sacada, no segundo andar. Vale dizer que o restaurante trabalha no esquema do compartilhamento: grandes mesas que juntam diferentes grupos e tipos, e formam uma aura própria no local. Se por um lado temos um casal curtindo o primeiro encontro, do outro aquele grupo de gringos batendo um papo em um tom mais alto por conta da bebida.

Mas nada atrapalha dado o delicioso ambiente, muito por conta da mesa na sacada. Realmente vale esperar um pouco, em uma noite quente, ou durante um almoço que a chuva não esteja por perto.

Tudo é legal, tudo é bonito. Entretanto, estamos falando de um restaurante bom e barato? Estamos. O cardápio não é longo. Poucas opções separam entradas frias e quentes, parcos pratos principais e uma ou outra sobremesa.

Começamos com um Kaburga (R$ 28), um Kömür (R$ 21) e um Ekmek Sepeti (R$ 16). Os nomes são difíceis pra quem não está familiarizado com o idioma, claro, mas a descrição tira qualquer dúvida: um file de costela no forne acompanhado de cebola de queijo de cabra; coalhada seca com chá preto defumado; e um mix de pães locais. O que dizer disso tudo? Peça tudo sem medo de ser feliz. Destaque para a gostosa carne, que fica ainda melhor com o sabor particular e forte do feta.

Entre os pratos principais, as pides. Espécie de esfihas turcas, elas têm uma massa um pouco mais grossa, e são claramente diferente por conta de seu tamanho e formato. As quatro opções são democráticas, oferecendo desde combinações que agradam vegetarianos até receitas que esbanjam carne. Escolhemos a Firin (R$ 40), que dá nome ao restaurante, e é composta por pastirma – uma carne turca -, queijo com alho, rúcula e cebola.

Que delícia. O queijo até se perde, é verdade, mas a fartura de carne vence qualquer pé atrás. E não é apenas pela quantidade, mas pela qualidade. Pra quem não conhece, lembra o nosso bom e velho rosbife, com um toque um pouco mais forte. Parece bom? E é mesmo.
O Firin Salonu é uma boa descoberta na cidade, fico feliz de finalmente ter dado uma chance e descobrir o que reserva o restaurante com a bandeira da Turquia na parede. Ainda que a Firinda Tahin Helvasi (R$ 18), um pudim de tahine com leve toque de tangerina, possa te deixar em cima do muro.


Firin Salonu – Rua Heitor Penteado, 147 – Sumaré; Abre: terça a domingo; Contato: 3803-8962; Transporte: metrô, ônibus, táxi; Pagamento: débito, crédito; Faixa de preços: $$.
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