É carnaval, mas ainda estamos pensando em doce!

É redondo, amarelo, amado por muitos, odiado por alguns. Eu estou falando do Sol?? Não! O Papo de Praia ficou no ano passado. Eu estou falando é do quindim!

Um dos doces mais controversos que eu conheço, é do tipo ame ou odeie, em especial por ser bem doce e levar coco. E a controvérsia sobre o quindim já começa na sua origem que não é bem definida. Existe uma disputa entre portugueses e africanos sobre quem seria o inventor desse círculo ensolarado.

Os portugueses acreditam que o quindim como conhecemos hoje tenha vindo da receita lusitana que leva gema de ovo, açúcar e amêndoas. No entanto, no Brasil, as amêndoas foram substituídas pelo coco, introduzido inicialmente na Bahia. Como lá nos idos do século XVI quem cozinhava era as negras escravizadas, elas devem ter juntado esses três ingredientes e criaram uma nova versão do doce.

Acho que no fim das contas, o quindim pode ser considerado brasileiro, já que é aqui que a gente consegue fazer essa lambança de misturas que já não sabe de onde se veio e ainda assim ficar bom!

Agora outra curiosidade: Você já reparou que boa parte dos doces portugueses (ou dito portugueses) levam muita gema de ovo? Queijadinha, papo-de-anjo, pastel-de-nata, pastel-de-santa-clara, fios de ovos, quindim… Dizem que isso acontece porque as freiras portuguesas usavam muitas claras de ovos para engomar as peças das suas roupas, logo, as gemas sobravam e elas inventavam receitas que pudessem usá-las. Quem diria, não?

Já chega de história! Atualmente – como tudo neste mundo moderno – o quindim ganhou novas versões. Existem na Vila Olímpia e no Tatuapé, em São Paulo lojas com todos os sabores de quindim que você possa imaginar: maracujá, café, pistache, chocolate, nozes, amareto.

Era uma vitrine linda de se ver com quindins verdes, vermelhos, marrons. Isso já sai bastante do padrão original do doce, mas já mexeram até com o sagrado brigadeiro, por que não com o quindim?

Apesar de simples, o quindim não é um doce muito fácil de fazer. Conseguir a união daquela parte de cima macia e brilhosa com a parte de baixo de coco úmido e levemente queimado demanda uma certa prática e muitos ovos quebrados.

O que traz aquele brilho amarelado característico do quindim é untar a forminha com manteiga e açúcar, mas as lojas que produzem em maior quantidade utilizam glucose branca que, além de dar brilho, também evitam que o doce fique caramelizado (aquele efeito duro e crocante que o açúcar causa depois de um tempo).

Deu água na boca, né? Eu não sei você, mas já estou saindo pra comprar meu quindim. A dúvida é se eu quero o tradicional ou de nozes ou pistache… Não, chocolate! Ou café?…


Te Quero Doce é a coluna com mais açúcar do blog. Feita com muito carinho por Beatriz Franco, ela vai trazer com um olhar diferente, mais de perto, das principais sobremesas da culinária brasileira e mundial. Depois de provar que comida de praia não é só pastel, chegou a hora de mostrar com quantas colheres de chocolate se faz um bom brigadeiro.

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