A volta do TGI Friday’s

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O TGI Friday’s anunciou no final de 2016, depois de muito tempo, seu retorno ao Brasil. Pouco tempo depois, bem no dia do aniversário de São Paulo pra ser exato, a primeira unidade começou suas operações na Cidade Jardim. Foram quase seis anos entre o misterioso desaparecimento da marca no país e sua volta em alto estilo.

E vale destacar o adjetivo misterioso. Instalada originalmente desde 1995, as poucas lojas do TGI Friday’s começaram a fechar, sem muita explicação em 2011, deixando muito fã da marca na mão e chorando de canto. A partir disso muito se comentou: qual o motivo de tal repentina atitude?

Pra variar, várias estórias são contadas pelos corredores da vida, e algumas análises acabam fazendo sentido. A primeira diz sobre ‘divergências criativas’ entre o pessoal do exterior e os representantes no Brasil. Aparentemente, o trabalho feito aqui – na época – não era de total agrado da matriz, que simplesmente resolveu fechar tudo e voltar pra casa.

Por outro lado, faz sentido também ressaltar que entre 1995 e 2011 a marca possuía apenas cinco unidades espalhadas pelo país. Além de São Paulo, Campinas, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro tinham um TGI Friday’s pra chamar de seu. E alguns analistas – com muito mais experiência nesse mercado – afirmam que é difícil obter lucro com um número tão baixo de lojas.

Fazendo um paralelo com a nova tentativa, que teve um investimento de R$ 8 milhões para abrir a unidade em São Paulo, dá pra pensar em uma conta rápida e perceber a questão financeira pode ter sido um dos fatores que tiraram o TGI daqui. E faria todo o sentido.

Dito tudo isso, podemos avançar no tempo e chegar no dia de hoje. Agora comandado pelo Grupo Bar, empresa que já opera nomes conhecidos do cenário paulistano, o restaurante americano tem uma proposta mais agressiva: 50 unidades em uma década.

E o que faz imaginar que um número tão alto pode ser alcançado, especialmente pelo fracasso da primeira tentativa e uma economia tão instável no país? Em primeiro lugar, existe uma estimativa de que os chamados casual dinners, como Outback e Applebee’s, apresentam um crescimento anual médio de 20%. A estratégia apresentada pelos novos representantes também pode ajudar nisso: se no século passado a ideia era levar a marca para os principais pontos do país, agora a ideia é focar primeiramente em São Paulo, de maneira que a logística operacional não seja comprometida.

A única dúvida que fica na cabeça é tentar entender se a nova tentativa do TGI Friday’s vai conseguir entregar tudo o que promete. Os primeiros representantes, aparentemente, fracassaram por não conseguir crescer o suficiente a partir de uma distribuição geográfica que não ajudava a logística entre elas. Desta vez, o Grupo Bar deve utilizar a marca em seu portfolio como porta para fincar sua bandeira no resto do país, uma vez que sua fama fica restrita a São Paulo. Ou seja, justamente a mesma coisa. Com isso, a pergunta é: terão sido os erros aprendidos, ou existe ainda a chance de um novo fracasso?


Fast&Food é escrita por Raphael Diegues, editor do Comida pra Casal, que aborda novidades e dúvidas dos consumidores a respeito das redes de comida rápida espalhadas pela cidade.

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