Dicunhada, no Tatuapé

O fim de ano está batendo na sua porta. E sabe qual a melhor coisa de todas nessa época? Não, não são os presentes, tampouco as festas com a família na comemoração da virada. A melhor coisa no período é poder comer um docinho sem culpa, afinal, é fim de ano! Pra você que também pensa assim, fomos fazer uma visita até o Dicunhada, uma doceria conhecida lá no Tatuapé, pra ver se apenas de brigadeiros a casa é feita. Pelas fotos já dá pra imaginar coisa boa vindo por aí. Ficou na vontade? Segue a gente e vem conhecer de perto mais esse lugar.

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Estávamos na Zona Leste e resolvemos ir comer um doce em um lugar bacana, como estava um dia feio, resolvemos visitar o Dicunhada. A casa é especializada em bolos e brigadeiros, assim que entramos ficamos um pouco perdidos, os atendentes estavam todos brincando com uma criança e nem se quer nos ajudaram. Então entramos onde os doces ficam expostos e em dias cheios ali deve ser um pouco difícil de chegar, uma moça veio nos explicar os sabores dos doces, mas não foi um atendimento muito bom.

A casa tem um ambiente agradável e uma decoração bem bacana, ela é chamativa mas é legal para o contexto do restaurante. Apesar de não ser um espaço grande, as mesas são suficientes para uma doceria. Fizemos os pedidos na mesa e fomos escolher os brigadeiros, apesar de bastante opções eram sempre as mais comum e talvez a unica coisa de mais diferente era o brigadeiro de morango com champanhe. Devia ter uns outros sabores que não estavam com a plaquinha por isso acabamos não percebendo eles ali.

E pedi uma fatia de bolo de chocolate, dois brigadeiros e uma água, antes de falar do sabor, preciso falar do preço. Entendo que a casa tem os seus gastos, mas a conta foi realmente alta, paguei quase R$40, por isso, é um preço super alto! Não que os doces sejam ruins, longe disso e logo vou falar deles, mas ainda sim é um preço bem salgado se você colocar tudo na ponta do lápis. Como na hora de pedir acabei não olhado direto quanto ia sair, levei um choque na hora de pagar.

O pedaço de bolo que peguei era de um bolo de brigadeiro tradicional, ele tinha três camadas de massa e duas de cheio, o pedaço é realmente grande, eu comi metade e resolvi levar o resto. O bolo é muito bem feito e tem um sabor muito bom, massa fofa, recheio bem cremoso e saboroso, porém como ele é grande acaba enjoando, é uma ótima pedida pra dividir. Já os brigadeiros acabei pegando um tradicional e um morango com champanhe, o tradicional é realmente muito bom, pouco enjoativo, granulado quadrado que dá o crocante ideal. O brigadeiro de morango é gostoso, tem um sabor agradável, mas de fato não dá para sentir o champanhe.

O Dicunhada tem um ambiente bacana e alguns doces que realmente são bons, mas falham em alguns pontos essencial com atendimento e preço. Porém não é nada que não possa ser consertado, e é uma visita que vale a pena.

Uma resistente sobrevivente do boom das casas especializadas que tivemos alguns anos atrás, a Dicunhada é uma doceria que soube se reinventar. Abriu espaço para outros tipos de doce, e conseguiu permanecer viva até hoje, como uma alternativa para quem procura um docinho na Zona Leste de São Paulo.

Nós sempre procuramos um docinho, independente do lugar na cidade, então pareceu meio óbvio fazer uma visita até o local. E logo que você entra, não tem como não se sentir em uma casa da Barbie. Aliás, vale a reflexão ao se perguntar por qual motivo todas as docerias no Tatuapé tem uma fissura por decoração vitoriana. Não sou, nem de longe, um especialista neste tipo de coisa, mas sem dúvida vale levantar a questão, rs.

Voltando ao que a gente sabe fazer de melhor, ou seja, comer, lá chegamos, pra nos deparar com uma variedade de bolos e tortas, todos bem dispostos em um balcão perto da cozinha. E não se preocupe, as dezenas e mais dezenas de brigadeiros estão lá também. Claro que começamos por eles. Custando cada um R$ 4,50, escolhemos o de Morango com Champanhe, o de Churros, o de Limão Siciliano, o de Caramelo, e um Tradicional – que eu deixei a Na comer, porque eu sou legal.

Todos são bem doces. Isso é um fato. E alguns se saem melhor que outros. Isso também é um fato. O melhor é o de Caramelo, sem sombra de dúvida, trazendo um toque levemente salgado, mas não aquele salgado que atrapalha. É uma opção que você consegue comer dois, ou até três, dependendo da sua vontade. O de Churros, pelo outro lado, mantém a recente tradição de criar diversas sobremesas com o nome do doce. Mas, no final, temos apenas um brigadeiro com um leve toque de canela. Poderia se chamar canela, não?

Nos dois restantes, sem sombra de dúvida esperava algo melhor. No de Limão Siciliano faltou aquele azedinho característico da fruta, tornando o brigadeiro apenas mais uma sobremesa bem doce. Já o último, de Morango com Champanhe, tem, lá no fundo, um toque de morango. Mas o champagne não dá as caras. Uma pena.

Achou que era só isso? Nada! A tarde foi bem doce. Escolhi também uma fatia de Mil Folhas de Crème Brulée (R$ 15), pra me deparar com a melhor coisa da visita. O creme francês não fica tão enjoativo, e combina com as camadas da fina massa que forma o doce. Uma pena que parte da sobremesa caiu no chão quando o atendente vinha trazendo nosso pedido.

E talvez esteja neste ponto o principal revés da doceria. Talvez fosse um dia com a equipe reduzida, ou algum outro motivo que o cliente não tem como saber, mas o atendimento estava claramente confuso e desatento, ao menos conosco. A ideia não é ser chato, mas ao se colocar no papel do atendente, e você derruba parte do pedido do cliente no chão, na frente dele, é de bom tom trazer um novo prato, e não apenas soltar um ‘se você quiser, eu posso trocar’. É óbvio que a pessoa quer que você troque. Jogar a responsabilidade, tentando transferir a culpa para o cliente não é uma coisa legal, e nesse ponto o Dicunhada falhou bastante.

Ah, pra não esquecer, pedi também um Chocolate Quente Belga (R$ 12), que até o momento ainda estou esperando. Não sei se o pedido foi tirado errado, ou a leitura de um chocolate belga está errada, mas o que chegou até a mesa foi algo muito, mas muito longe disso. Uma xícara de leite quente com muito açúcar e pouco sabor. Bastante dispensável.


Dicunhada – Rua Emílio Mallet, 494 – Tatuapé; Contato: 2093-3167; Transporte: ônibus, táxi; Pagamento: débito, crédito, vr; Faixa de preços: $.
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