Trapista, a santa cerveja

E uma semana depois… já tem uma Ale na minha Weiss de novo. Mas não vou falar de Weiss. E a Ale em questão é uma bem peculiar, que a grande maioria dos entusiastas conhece e gosta mas talvez não saiba tudo sobre: as Trapistas!

Todo mundo já ouviu falar de cerveja trapista, que é feita em mosteiros por monges (dã…), que por sua vez fazem um jejum onde só se poder beber cerveja. Mas porque o estilo é tão bom? o que significa dubbel, tripel ou quadrupel? Porque do nome trapista? Porque são tão exclusivas? Não é difícil encontrar dúvidas sobre esse estilo.

Daí decidi pesquisar e trazer aqui na coluna.

A Ordem Trapista, ou melhor, Ordem dos Cirstercienses Reformados de Estrita Observância é uma congregação católica da Ordem de Cister (que remete à fundação da Abadia de Cister em Saint Nicolas Lès Cîteaux, na França, em 1098, plena Idade Média).

Para facilitar, são um grupo de católicos beneditinos. Mas aí vocês perguntam: e o que tem a ver com trapista ou cerveja? Trapista é o apelido da Ordem Cirster pois o primeiro mosteiro construído para esse fim específico foi a Abadia de La Trappe, em Soligny La Trappe, na França.

Mas, Otávio, La Trappe não é uma cerveja trapista holandesa? Pois é, dos 171 mosteiros trapistas do mundo apenas 12 podem vender a cerveja com o rótulo de trapista e parece que os holandeses de Konigshoeven foram mais rápidos para usar o nome.

Dessas, seis estão na bélgica e em questão de popularidade, junto com a La Trappe, também são as maiores. Chimay, Orval, Rochefort e Westmalle são cervejas conhecidíssimas e muito bem vendidas no mundo (muito por causa da qualidade altíssima).

O mais interessante é que o nome, junto com o nível de qualidade, das cervejas trapistas é muito bem guardado pela International Trappist Association, que priva o estilo de produtores não trapistas que queiram usar o nome. Tem uma série de regras que determinam se uma cerveja pode ser vendida como uma Ale Trapista, como por exemplo produzir apenas para suprir necessidades dos monges e não gerar lucro ou então manter a cervejaria em segundo plano em relação ao modo de vida monástico.

Esse é um assunto delicioso, e comprar uma cerveja trapista é tiro certeiro para apreciar uma alta qualidade de insumos e uma dose de história direto nas papilas. Mas também é um assunto para muitas visitas ao bar, então vou dividir em dois textos.

No próximo, o último do ano do Tem uma Ale, eu pretendo continuar o assunto, explicando principalmente as nominações de dubbel, tripel e quadruple e trazendo um rótulo de uma trapista.

Então, fiquem com os copos a postos!


Tem uma Ale na minha Weiss é escrita por Otavio Corsini, colunista do Comida pra Casal, que fala sobre aquilo que todo mundo gosta: cerveja. Seja importada, nacional, artesanal ou daquelas que você acha no supermercado mesmo, todas sempre tem sua vez por aqui.

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