E esse tal de dólar menu?

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Já parou pra pensar que estamos quase no final do ano? Novembro tem poucos dias pra acabar, e dai pra frente é ladeira abaixo até a chegada do Natal. E o que tem de tão bom nessa época? Presentes! Por isso, bem que a gente podia pensar em coisas novas pra 2017, afinal, sonhar ainda não custa nada.

E se tivesse que pensar em um presente para o próximo ano, o que melhor se não a chegada daqueles dólar menu no Brasil?

Provavelmente eu já devo ter comentado em alguns dos artigos anteriores por aqui, mas vale sempre lembrar. Dólar menu, ou algum outro nome semelhante que queira dizer a mesma coisa, é uma alternativa das cadeias de fast-food nos Estados Unidos, oferecendo produtos com valor consideravelmente mais baixos para o consumidor.

Parece legal, não?

Embora algumas teorias digam o contrário, esse tipo de prática começou a ganhar força no final da década de 1980, quando o Wendy’s lançou um cardápio com diversos itens por apenas 99 centavos.

O sucesso, claro, foi meio instantâneo. Afinal de contas, quem não gosta de um hambúrguer por um preço baixo? E não demorou muito para quer outras marcas criassem seus próprios value menus, termo dado pra essa prática lá na terra do tio Sam. Taco Bell, McDonald’s, Burger King, Arby’s e Carl’s Jr., todos vieram atrás do dinheiro iminente.

E o que impede de algo assim ser fortemente fomentado no Brasil? Bem, veja bem. Podemos até considerar a existência de um dólar menu se analisarmos os preços especiais do McDonald’s ou do Burger King. Mas não é a mesma coisa. Temos aqui itens selecionados por um período de tempo com um preço promocional. Por mais que seja interessante pagar R$ 5,50 em um Burger Extra na casa do Ronald, ninguém sabe exatamente até quando essa opção vai estar disponível.

Essa é basicamente a diferença. Por lá os itens estão sempre disponíveis. E não são restritos à um ou dois lanches. Existem opções de lanche, de sobremesa, de bebidas, tudo para fazer uma refeição completa. Estive em Orlando recentemente, e posso dizer que é super possível se alimentar utilizando apenas os dólar menu das redes. Eu fiz o experimento, e estou bem vivo.

Mas nem tudo são flores, não é mesmo?

Existe um outro motivo gritante que impede a chegada de um cardápio assim por aqui, ou em qualquer outro país. Ou ainda pior, a manutenção deles nos Estados Unidos: o custo. Embora a existência dessas alternativas ajude a trazer mais gente para dentro dos restaurantes – algo muito positivo, por exemplo, para o Burger King -, o pessoal tende a gastar bem menos do que quando compra um lanche tradicional. E isso, minha gente, é algo que os franqueados não gostam.

Afinal de contas, é melhor ter um cliente que gaste 20 dólares, ou três que gastem um cada? No final do dia, com a crise existencial que as redes de fast-food vivem, e as frequentes quedas em seus faturamentos, apostar tantas fichas em volume pode não ser a saída mais bem vista por todos.

Trazendo essa realidade para o Brasil, pensemos em quão difícil seria para o Wendy’s – recém-inaugurado por aqui – manter o mesmo dólar menu dos Estados Unidos. Com tantas dificuldades já impostas pelo custo Brasil, o sucesso deles ficaria ainda mais em cheque.

Ou seja, podemos sonhar, mas 2017 não parece o ano que veremos a instauração dos dólar menus no Brasil, infelizmente.


Fast&Food é escrita por Raphael Diegues, editor do Comida pra Casal, que aborda novidades e dúvidas dos consumidores a respeito das redes de comida rápida espalhadas pela cidade.

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