Das Oktoberfest

Ich bin hier wieder zum Bier reden! Opa, desculpa, estou tentando aprender alemão para quem sabe um dia viajar para a Wies’n e acabei esquecendo de voltar ao português.

Se essa viagem desse certo, eu não só estaria na Europa como também em um país dos que podem ser chamados de escola cervejeira, ou seja, um sonho. É com certeza um dos marcos obrigatórios para quem gosta de verdade de cerveja, assim como Plzen, a Califórnia, o clássico White Hart e por aí vai.

Opa, acho que posso ter deixado vocês perdidos de novo. Vou explicar: Wies’n é outro jeito de dizer Oktoberfest!

Sim, um dos maiores e mais conhecidos festivais do mundo (e não só do cervejeiro). Ok, estou atrasado, a edição de 2016 já acabou… mas ainda estamos em outubro e temos apenas 330 dias para se preparar para o do ano que vem.

Mas, ainda pensando em datas, de onde veio o Oktoberfest? Senta que lá vem história:
No dia 12 de outubro de 1810 o príncipe Ludwig I (que se tornaria Rei Ludwig I, ou Rei Luís I) estava se casando com a princesa Theresa de Saxe-Hildburghausen e para comemorar a data convidou todos os cidadãos de Munique para se reunir nos campos à frente dos portões da cidade. Como homenagem à sua noiva ele nomeou os campos de Theresienwiese (ou “campos de Theresa, esbanjando criatividade), mas que logo foram apelidados de Wies’n (ou Wiesn) pela população.

O mais importante acontecimento do dia, depois do casamento, foi uma corrida de cavalos de grande sucesso organizada pelo príncipe. Aí começa a história do Oktoberfest.
“Mas cadê a cerveja nessa história?”

Ela estava proibida, eu respondo. Ou melhor, não era todo mundo que podia beber cerveja.

Mas a corrida de cavalos continuou no ano seguinte. Dois anos depois, além de cavalos, o evento virou uma feira agrícola e assim foi mudando sem atração definida até 1818, quando Munique começou a crescer e essa “festa de outubro” também começou a vender cerveja (que já não era mais proibida). No começo eram apenas poucos e pequenos estandes, de pequenos produtores. Nada de muito chamativo. O número de estandes foi crescendo e em 1896 esses estandes viraram as tendas de cerveja (patrocinadas por senhores feudais em conjunto com as maiores cervejarias) que duram até hoje.

Algumas curiosidades sobre o Oktoberfest de Munique: a edição de 2016 foi a 183ª e reuniu, dos dias 17 de setembro até 03 de outubro, 5,6 milhões de pessoas, que consumiram (chute meu) entre 6 e 7 milhões de litros de chope.

Além disso, foram recolhidas 96 mil canecas roubadas pelos chamados “caçadores de canecas” ( uns doidos que têm como esporte roubar e colecionar canecas).

Mas o festival não é só famoso em Munique. No Brasil, e aí entramos em águas mais conhecidas, o Oktoberfest de Blumenau também faz muito sucesso. Homenageando a cultura alemã, ele começou em 1984 e vem até hoje, com uma média de público de 400 mil visitantes em seus 9 ou 10 dias. É legal porque mesmo aqui no Brasil são muitas as atrações, novidades cervejeiras, cervejarias inovadoras e até modalidades competitivas (coisas que tem muito mais na Alemanh, mas são bem representadas pelo brasileiro). Uma delas é o Chope de Metro, uma competição para ver quem bebe em menos tempo os 600ml de uma tulipa especial de cerveja, sem babar ou tirar o copo da boca.

Acho que ir para a Alemanha está um pouco mais distante da minha realidade, mas nada é impossível. Por enquanto vou me planejando para comparecer ao Oktoberfest de Blumenau, continuo escrevendo o Tem uma Ale, que é um dos meus maiores prazeres, e também continuo recheando minha geladeira com rótulos como os que já estão na minha cozinha: To Ol Releaf Me (uma Blonde Ale com toques cítricos do limão bem acentuados) e a Weisst the Redeemer (uma IPA também cítrica dos Dinamarqueses); Brasserie du Saint Germain Page 24 (uma Biere de Garde, parecida com uma Blonde, bem característica) e as Sour e White Dogma, duas cervejas de trigo da Dogma que complementam meu time de cervejas ácidas e refrescantes para esse começo de primavera “esquentadinho”.


Tem uma Ale na minha Weiss é escrita por Otavio Corsini, colunista do Comida pra Casal, que fala sobre aquilo que todo mundo gosta: cerveja. Seja importada, nacional, artesanal ou daquelas que você acha no supermercado mesmo, todas sempre tem sua vez por aqui.

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