Tacos, burritos e quesadillas

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E o Taco Bell chegou ao Brasil. Se parece que foi ontem que os responsáveis pela marca anunciaram a operação do fast-food no país, é porque aconteceu quase ontem mesmo. Esse talvez tenha sido um dos processos mais rápidos na história do fast-food nacional. Foram poucos meses entre a informação do interesse em abrir lojas por aqui e ter literalmente uma loja por aqui. E quem ganha com isso? A gente.

Localizada no Itaim Bibi, em São Paulo, a primeira loja do Taco Bell no Brasil é uma versão requintada daquela encontrada nos Estados Unidos, uma vez que seria bastante difícil acompanhar o ritmo frenético e preços super competitivos encontrados ao norte do continente. Entretanto, isso não significa que a operação está fadada ao fracasso, ou coisa parecida. Muito pelo contrário. Os combos custam em torno de R$ 20, oferecendo bebida, o prato principal e um acompanhamento, que pode ser nachos ou fritas. Se o valor não era aquele esperado, ao menos fica bem ao lado de outras redes de fast-food.

Dá até pra entender os motivos que levaram ao preço ser um pouco mais alto que o esperado – esperado, pelo menos, por mim. Primeiro é preciso lembrar que estamos em um momento econômico instável. E isso já dificulta um pouco trabalhar com preços mais competitivos. Outro ponto foi o investimento feito pra abertura da operação do Taco Bell no Brasil. Conversei com o Michel Chaim, general manager do Taco Bell Brasil, que explicou um ponto diferente em relação à outros países: por aqui a cadeia de suprimentos é 100% nacional. Ou seja, alguns dos sabores que poderiam não estar disponíveis no país tiveram que ser implementados. Por outro lado, deu pra entender que o Taco Bell não trabalha com produtos exclusivos, mas com itens que passam pela aprovação e homologação da matriz norte-americana.

Qual o resultado disso? Aquilo que gosto de chamar de comida confortável. Talvez não seja um conceito amplamente difundido, mas é como chamo alguma coisa que você pode comer tranquilamente, sem se preocupar com percausos, apenas com o bom sabor. Na primeira visita à loja brasileira, a experiência não foi melhor apenas pela falta dos nachos no cardápio. Talvez uma demonstração da falta de alinhamento no planejamento? Em linhas gerais, as escolhas orbitam entre tacos, burritos e quesadillas, além de algumas opções de sobremesa. Exclusivo no Brasil, o doce com Ovomaltine – bendito Ovomaltine, sempre ele – é bem simples, mas gostoso. A porção de churros, por sua vez, é bastante dispensável.

Ainda faltam algumas coisas clássicas do cardápio, mas podemos imaginar que é uma questão de tempo. Muito em breve deveremos ter Doubledillas e outras variações disponíveis no menu, sempre com um toque abrasileirado. O próprio Michel esclarece que uma das principais diferenças entre as lanchonetes por aqui e lá é o nível da pimenta. Além da opção sem pimenta, os consumidores brasileiros podem escolher três níveis de picância: suave, moderado e forte. Por experiência própria, a forte não é tão forte assim, e realmente não chega nem perto do encontrado lá fora. Mas, aparentemente, brasileiro não gosta tanto de pimenta.

Outra coisa que deveremos ter muito em breve são novas lojas. O plano de expansão do Taco Bell é bem ousado, e neste primeiro momento, visa basicamente o estado de São Paulo. Segundo Michel, até dezembro outras quatro unidades devem ser abertas na capital: no Shopping Anália Franco, no Center Norte, no Shopping Interlagos e no Top Center. Ou seja, basicamente lojas dentro de centros de compras. Nada de lojas de rua, por ora. E sem entregar muito o ouro, o executivo afirmou que a única loja confirmada, além dessas cinco, é a do Shopping Dom Pedro, em Campinas, mas que os moradores do interior e litoral podem esperar novidades. Com um plano de 25 lojas abertas dentro do estado – sem estabelecer um prazo para isso – já podemos contar nos dedos quanto tempo vai demorar até o Taco Bell começar a se popularizar, algo que alguns concorrentes tiveram dificuldade em conseguir.


Fast&Food é escrita por Raphael Diegues, editor do Comida pra Casal, que aborda novidades e dúvidas dos consumidores a respeito das redes de comida rápida espalhadas pela cidade.

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