Os sons da cerveja

Experiências. Já falei bastante sobre a importância delas para o ato de beber cerveja ou seja lá o que for do seu gosto. E sei que pode não ser um assunto muito prático (para os leitores que preferem esse tipo de texto), mas sempre acho que vale o reforço e quando boas experiências me impactam, a vontade de escrever esses textos mais “conceituais” aumenta.

Esses dias eu fui ao Bar Disritmia, ali no bairro dos Jardins, para beber alguns chopes de cervejarias novas no mercado e ouvir um bom samba, enquanto trabalhava meu “senso crítico” de cervejeiro (falando assim pareço crítico gastronômico, mas é a última coisa que quero parecer. risos) Lá eu me surpreendi com a harmonia do lugar: uma casinha daquelas meio antigas, mas bem organizada por dentro mesmo com o espaço reduzido e um grupo de samba tocando as melhores de Martinho, Clara Nunes e Paulinho da Viola. E é essa relação entre a cerveja e a música que me incentivou a escrever esse texto.

A mistura de uma música que eu gosto com um estilo de cerveja que eu também gosto muito me fizeram sair de lá leve. Até existem alguns blogs e textos que relacionam certos tipos de cerveja com estilos musicais, como se o samba fosse para a pilsener e a mpb fosse para uma ale. Mas não gosto de me prender a isso, como sempre falo na hora da harmonização o que você achar melhor será melhor. É claro que alguns estilos de cerveja requerem mais “atenção” ao paladar por serem mais complexos, e outros que são pesados a ponto de estragarem sua balada se você beber um monte, mas também existem o pilsener e o lager que são bem leves e refrescantes e por isso não tem limitação.

O estilo do Disritmia era o brown ale, um dos meus favoritos por ser refrescante, mas trazer um bom equilíbrio do malte torrado e dos sabores e aromas do lúpulo. E a proposta também era muito legal: uma empresa que investia em pequenas cervejarias fez um concurso com três cervejarias pequenas para que fossem votadas e a vencedora ganharia um investimento direto e a oportunidade de crescer ainda mais.

Foram três cervejarias, a Corvos Brewery, Berenice e a Surdina, todas com suas criações de brown ale. Os convidados experimentavam 150ml de cada uma e mais 350ml da preferida, a que ganhasse mais preferência levava o prêmio. A qualidade das cervejas não vale a indicação, considerei a da Corvos Brewery a melhor, mas mesmo assim com pouco equilíbrio trazendo pouco sabor de malte e quase nenhum de lúpulo (ainda melhor que as outras duas que vieram com off flavours fortes), mas a ideia da competição foi muito interessante.
No fim, a junção de cerveja, música e esse tom de brincadeira deixaram o ambiente e o programa muito mais divertidos, construindo uma experiência completa e memorável.

Ainda sobre as brown ales, se não quiserem se arriscar muito com marcas desconhecidas, podem apostar na Cooper’s Brown Ale, da Austrália, a Brekkle’s Brown Ale, da Anchor, e a Indian Brown Ale, da Dogfish head, ambas americanas.
Então fica a dica, cerveja (ou qualquer que seja sua bebida preferida, bebida com prazer) combina muito com música e deixa todas as sensações elevadas ao máximo!


Tem uma Ale na minha Weiss é escrita por Otavio Corsini, colunista do Comida pra Casal, que fala sobre aquilo que todo mundo gosta: cerveja. Seja importada, nacional, artesanal ou daquelas que você acha no supermercado mesmo, todas sempre tem sua vez por aqui.

Anúncios

Gostou? Deixa aqui sua opinião!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s