Bares e as experiências

Preciso falar que gostei muito dessa mudança de data da coluna. Sexta é o expurgo semanal, o dia (ou noite) que todo mundo mais gosta para relaxar e curtir, faz mais sentido mesmo. Nesse clima de fim de semana eu parei para pensar qual cerveja ia tomar para escrever para vocês mas estava difícil de chegar a uma conclusão. Abri várias, algumas novas, outras não, e quando eu finalmente achei a da vez tive uma ideia melhor.

Eu senti que falar de uma cerveja ou estilo e dar um fato sobre o mundo cervejeiro, por mais interessante que seja, não estava sendo muito prático (aposto que foram poucos os que foram atrás dos rótulos dos quais eu falei). Sendo assim, decidi fazer um texto mais prático, um que vocês possam ler por curiosidade e usar por mais curiosidade ainda.

E o jeito que eu achei foi: um guia de bares. Não, não vou fazer resenha de bares renomados em São Paulo, deixa para a Vejinha. O que eu vou fazer é pontuar cinco tipos de bares e falar sobre a experiência que normalmente se tem nesses bares (Lembrando que não serão regras, sempre existem exceções).

O Bar de Esquina
Esse é um clássico. Existem pelo menos um bilhão de bares de esquina em São Paulo. Todos eles tem aquele pessoal de sempre, sentado na rua tomando uma Brahma, Skol Bohêmia e etc. A questão aqui não é ver o lado ruim que a primeira impressão nos traz, é achar os pontos bons de se sentar em um bar de esquina e sentar. E beber. Aqui comida não vai ser o forte, mas você vai pagar barato pela cerveja (que, se você procurar bem pode ser uma cerveja melhor do que as de massa, como uma DadoBier) e vai ter um bom tempo para colocar a conversa em dia com seus amigos. Recomendo a Pilsen, mas beba o que preferir.

O Boteco
Já foi no Bar Brahma, o clássico? Ele é um típico boteco. Você até pode sentar nas mesas da rua para ver o movimento, mas se entrar vai ter um experiência conjunta de música e uma boa cerveja. Se a imagem do Boteco ainda não ajudou muito, é só pensar em um chope bem servido com a espuma bem cremosa e aquele colarinho perfeito, que você vai entender. O preço da cerveja pode até salgar um pouco, mas nada incômodo, principalmente porque a comida já fica mais gostosa. Esses lugares são ótimos para família e amigos, a experiência é sempre feliz e confortável (cuidado com exceções). Recomendo o Chope, mas beba o que preferir.

O Pub
Esse é o meu favorito, mas é bem diferente dos outros dois. Esse é um bar de cultura europeia, que usa o frio como desculpa para “confinar” os clientes dentro de si. Até para o frio severo no Brasil (15 graus) eles podem ser um bom refúgio. Lembre-se das Pint e beba uma cerveja de qualidade alta, uma comida, mesmo que petisco, também muito boa e o preço, obviamente, salgado. A experiência aqui se resume a beber bem, ouvir música, bater um papo e de vez em quando paquerar. Isso sozinho ou com amigos. É quase uma balada, tendo até dança, se você for daqueles mais discotequeiros. Recomendo A Red Ale, mas beba o que preferir.

A Cervejaria
Coloquei aqui esse tipo de bar por causa do foco na cerveja. Estruturalmente e em questão de experiência também, a cervejaria se assemelha bastante ao boteco: música, amigos, família, chope, externo ou interno e etc. A grande diferença é que você deve pagar mais caro, mas vai ter uma infinidade de opções de cerveja, chopes e acompanhamentos que combinem. Isso sem falar que a maioria tem um rótulo próprio, o que é muito bom, culturalmente falando. Recomendo a WeissBier ou as de estilo belga (uma trapista, por exemplo), mas beba o que preferir.

O Café
Pode parecer sem sentido, mas eu conheço muitos cafés que tem uma ótima carta de cervejas (vide o Delirium Café, por exemplo). Tecnicamente são bares mais sofisticados, em que uma reunião em família cai bem. A música é bem de fundo, mas a cerveja é bem presente e boa, mesmo que cara (assim como a comida). Recomendo a stout, que é um ótimo estilo para o caso de um cafézinho ou um doce no fim do Happy Hour, mas beba o que preferir.

Espero que tenha sido útil e que o fim de semana de vocês seja embebido em cerveja, eu com certeza vou aproveitar um desses bares e quem sabe mais para frente eu não imito o casal e dou dicas mais “resenhosas”?


Tem uma Ale na minha Weiss é escrita por Otavio Corsini, colunista do Comida pra Casal, que fala sobre aquilo que todo mundo gosta: cerveja. Seja importada, nacional, artesanal ou daquelas que você acha no supermercado mesmo, todas sempre tem sua vez por aqui.

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