Bohemia e as novas Bohemias

Opa! Perdi a hora, desculpem o atraso. Tava ali tomando umas cerv… Resolvendo uns assuntos importantes. Acabei perdendo a hora. Mas agora estou aqui e estou pronto, com rótulos novos e interessantes.

Pelo título do texto vocês já devem estar se perguntando, ou já devem ter entendido, de quais rótulos vou falar hoje. Eles fazem parte dessa nova coleção da Bohemia.

E é esse o assunto antes de falar das experiências. Até começar a prestar atenção e gostar mesmo de beber cerveja, eu tomava essas mais comuns, de produção em massa como a Skol, Brahma e a Bohemia. A única das três que eu realmente não tomo hoje em dia é a Bohemia Pilsen. As grandes marcas preferem quantidade à qualidade, não tem como dizer que são boas cervejas, né?

Durante todo esse tempo eu via grandes empresas comprarem as micro e pequenas cervejarias e tirarem muito da qualidade delas, a exemplo da Baden Baden e da Colorado. E depois que a AbInbev (Ambev internacional) comprou a SabMiller (uma gigante inglesa) por mais de 100 bilhões de dólares aí eu achei que tinha ido tudo pelos ares. Tipo uma cervejaria só no mundo controlando e transformando tudo na mesma coisa. É assustador, não é?

Mas aí vem a Bohemia (que é da Ambev) e lança essa linha com três rótulos diferentes. A pior cerveja produzida em massa (na minha opinião) foi a primeira a investir em rótulos diferentes e mais gostosos. Olha como as coisas são, meus caros. Isso enquanto a Skol continua investindo em cervejas-energético como essa ultra ou as Beats (salve a beats extreme, que mal se vê, mas era um pouco mais interessante).

Eu tomei a IPA, Jabutipa e a Caá-Yari, uma Belgian Blonde Ale. É até engraçado dizer que são cervejas da Bohemia, mas são diferentes e podem ser um sinal de que mesmo quem só pensa em dinheiro possa estar gostando cada vez mais das cervejas que produz.

A Jabutipa é uma IPA clássica, nem ruim nem boa. Na percepção de copo ela traz um tom pouco mais escuro de âmbar, a clássica espuma pouco densa e um equilíbrio entre o opaco e o cristalino. Aromas bem óbvios de frutas tropicais como laranja, maracujá e manga, além da jabuticaba que dá o nome para a cerveja, mas aparece pouco. No gosto a mesma coisa, frutado com um pouco de jabuticaba.

Aí veio a Caá-Yari, uma Blonde Ale com erva-mate. Interessante já que o estilo costuma ser mais condimentado. Mas não entendi muito bem a cerveja. Ela começa bem equilibrada: com sabor de malte que eu considero comum no Brasil, refrescância e um lúpulo suave, com um gostinho de herbal da erva-mate. Mas aí no fim de boca parece que sumiu a cerveja e eu passei a tomar chá. De verdade! Ela ficou meio azeda, mas sem o sabor do lúpulo. Retrogosto também foi uma incógnita.

No fim, de 0 a 5 eu daria 3 para as duas. São cervejas boas de se tomar por serem fáceis de beber e que podem elevar o nível cervejeiro de um bar gastando pouco a mais (paguei uns R$6 ou R$7 rem cada uma).

Todos os dias eu acordo esperando um mundo cervejeiro melhor. Por mais que não sejam grandes cervejas, deixam um gostinho de esperança na boca. Vai que todo mundo decide imitar a Bohemia?


Tem uma Ale na minha Weiss é escrita por Otavio Corsini, colunista do Comida pra Casal, que fala sobre aquilo que todo mundo gosta: cerveja. Seja importada, nacional, artesanal ou daquelas que você acha no supermercado mesmo, todas sempre tem sua vez por aqui.

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