Masaki, no Ipiranga

A gente sabe que estava faltando com comida japonesa por aqui. A última vez fazia bastante tempo, mas é aquela história que falamos: é preciso saber equilibrar. Nós mesmos temos ido bem menos que nos últimos meses, o que acabou refletindo no blog. Mas como as coisas mudam, fizemos uma visita ao Masaki, restaurante que fica no Ipiranga pra tirar o atraso. A casa funciona naquele esquema que todo mundo gosta, você paga um valor fixo – R$ 52,90 pra sermos mais exatos – e come o quanto quiser, e o quanto puder. Parece interessante? Então siga pelas próximas linhas.

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Acho que estava meio que com saudade de comida japonesa. Tirando as visitas para o blog, são bem poucas as vezes que experimento um sushi. A última vez foi no começo do ano, na primeira crítica de 2016. Quase dois meses depois cá estamos, em um almoço que tivemos no Ipiranga. A casa é bem grande, e o restaurante parece daqueles que você acha em Pinheiros ou no Itaim Bibi. Tipicamente decorado e com a luz baixa, bem naquela simulação de pedaço oriental no meio de São Paulo.

O salão é bem amplo, com três ambientes que dificilmente vai te fazer esperar por uma mesa. E da mesma maneira que foi rápido achar um lugar pra sentar, foi perceber a comida começando a chegar à mesa. O cardápio da casa não foge muito do básico na culinária nipo-paulistana. Entradinhas quentes, como harumaki, guioza e tempurá, além de de ceviches, carpaccio e tantas outras inovações brasileiras. Ruins? Não é o caso. Tirando as guiozas, que mais tem gosto de pastel do que os bolinhos chineses, nada arruinou meu almoço.

Depois de tantas e tantas porções que repetimos, chegou a hora do prato principal. Aquela tradicional nau atracou na mesa, entupido de sushis de todos os tipos, tamanhos, formas e sabores. Vale ressaltar um ponto legal da casa: os barcos são envelopados em plástico, fazendo com que a higiene seja melhor que em outros lugares. Tem problemas com germes? Olha ai seu lugar.

A respeito do combinado, os sashimis eram bem gostosos. O salmão e o peixe-branco estavam saborosos e bem cortados. Nos sushis a casa não tem o que reclamar, soube entregar bem aqueles mais simples, que todo mundo gosta, como os envoltos em creamcheese, ou os de kani. Um ponto que também merece destaque, mas pelo outro lado, é a absurda – e não apenas no Masaki, que fique claro – em fazer dos sushis doces alguma coisa. Pelo amor, não. Enrolar arroz em uma alga, e colocar chocolate por cima é o fim da picada. Não à toa, nem experimentei. Entretanto, no geral, a casa merece uma visita, mesmo com uma ou outra invencionice.

Fazia realmente muito tempo que não íamos em um japonês mesmo e eu adoro japonês mesmo sempre que vou penso que poderia comer todos os dias sem o menos problema. É a minha culinária preferida e ultimamente tenho gostado até dos pratos mais tradicionais, espero que isso não passe.

Dessa vez fomos no Masaki que é no miolo do Ipiranga, em um bom almoço, o Masaki tem um ambiente super descolado e realmente muito grande, como era um dia de semana pegamos o restaurante bem vazio e pudemos escolher onde sentar sem o menor problema. O garçom que estava nos atendendo não era dos melhores, ele demorava para ir na mesa e não era muito atendo mas tudo bem , ele não fazia na maldade e dava para perceber isso.

O cardápio não foge daquele básico cardápio japonês, assim como a maioria dos lugares, mas isso também não é uma coisa ruim, é apenas o necessário para no mínimo matar a vontade do bom e velho sushi. As entradas era todas muito boas e nada que ganhava destaque, talvez o que era melhor era o carpaccio que tinha bastante sabor e o ponto negativo era a guioza, que era dura demais para sem um bolinho. O cardápio de temakis também é bem básico e o temaki de salmão grelhado que provei era bem gostoso e tinha o tamanho ideal.

Agora o que realmente me deixou mais satisfeita foi o combinado, achei super interessante e higiênico eles forrarem o barco, assim preserva e deixa vem mais limpo. A variedade que eles trouxeram era muito boa, eram vários pares de sushis que era muito bem feito e super diferentes, isso é o ponto alto do rodízio, a diversidade é muito interessante e você quer provar todos por serem muito interessantes, além dele vir bem recheado. Outra coisa super interessante é o hot roll, que não tem arroz no sushi empanado, é recheado de salmão apenas o que deixa ainda melhor.


Masaki – Avenida Nazaré, 1384 – Ipiranga; Contato: 2063-1023; Transporte: metrô, ônibus, táxi; Pagamento: débito, crédito, vr; Faixa de preços: $$.
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