Camarão: o queridinho das areias

Sei que estamos numa época de valorização da comida mais saudável e natural, com menos gordura e mais frescor. Ok, eu apoio esse movimento e também busco isso no meu dia a dia. Mas, não dá pra negar: aquele cheiro de camarão recém-frito vindo do quiosque é irresistível! Então, apenas por um dia, um sábado na praia, vamos abrir mão do natural e falar desse queridinho das areias, o camarão.

O que mais ouço dos meus amigos paulistanos quando vêm me visitar é: “estou na praia, quero comer peixe/ quero comer camarão”. Até parece que no litoral só tem isso, mas, ok, entendo a preferência. A principal vantagem de comer peixe ou frutos do mar em cidades de praia é que, em geral, eles são mais frescos do que os de São Paulo onde você só encontra congelados no mercado.

Sendo assim, já que essa é a prioridade alimentar na visita ao litoral, vai a primeira dica: evite comer camarão vendido diretamente na areia, em carrinhos ou isopores. É mais difícil garantir a procedência e a higiene dele, principalmente por ficar exposto ao calor o dia inteiro. Já que ninguém quer passar o resto das férias no banheiro do hotel ou, pior, tomando soro no pronto-socorro, opte por pedir essa delícia em quiosques ou restaurantes que tenham freezer para armazenar de forma correta. Caso seja muuuuito difícil resistir quando aquele cheirinho te atrair na areia, dê preferência por consumir de manhã, para garantir que o produto esteja mais fresco e tenha passado menos tempo fora do gelo.

Aí, já em um lugar seguro e confiável, surge a dúvida: camarão à paulista ou à milanesa? Minha resposta ideal seria “os dois”, mas eu estou sempre com fome como a gente sabe que a grana não está sobrando pra todo mundo, vou tentar ajudar você a sair dessa indecisão.

O camarão à paulista é aquele frito com casca e tudo – em alguns lugares até com cabeça, mas vai de gosto -, acompanhado de um bom tempero de alho, salsinha e suco de limão. O ideal é que ele seja feito com camarão rosa ou algum tipo grande, senão depois de frito, você vai comer só casca. Eu gosto bastante desse tipo porque acho mais fresco e leve pra comer num quiosque à beira-mar. No Rio de Janeiro, ele também costumava ser vendido em espetinhos, mas essa venda por ambulantes havia sido proibida na cidade justamente por causa do risco à saúde. Não sei como está essa regulamentação hoje.

Já o camarão à milanesa ou empanado pode ser feito com camarões menores e sem a casca. Esse dá mais trabalho porque precisa ser passado no ovo e na farinha antes de fritar, então é normal custar um pouco mais caro. Ele também costuma vir acompanhado de limão, molho tártaro ou molho rosé. Por ter essa camada de ovo e farinha, ele é mais pesado para comer do que o paulista, mas cai muito bem como um aperitivo pré-almoço ou se for a única coisa a comer naquela refeição.

No fim das contas, camarão é maravilhoso só por ser camarão, então fique à vontade e faça sua escolha. Não preciso nem dizer que ele combina muito bem com uma cervejinha bem gelada, mas como essa não é a minha praia (ignorem o trocadilho), deixo pra coluna do meu colega Otavio Corsini. Boa praia!


Papo de Praia é escrita por Beatriz Franco, colunista do Comida pra Casal sobre a principal preferência do paulistano durante os feriados: praia. Com o objetivo de provar que se come muito bem perto do mar, a coluna vai abordar todo tipo de relato interessante, na visão de uma caiçara.

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