Vem rápido antes que derreta!

Imagina comigo: fim de semana, solzão torrando 35 graus lá fora e você de folga pingando no sofá em São Paulo. Migo, ta errado! Pega o carro, a moto, o ônibus, a mobilete e desce pra praia! Aqui tem sol, mar, areia, vento, pessoas com pouca roupa e o melhor: muita comida boa! Esse é o papo dessa nova coluna pra você conhecer tudo o que envolve aquela isca de peixe ou camarão à paulista que já comeu à beira-mar.

E como verão e calor combinam com coisa gelada, o papo de hoje é sobre o apaixonante sorvete. Só que por mais incrível que pareça, essa delícia à base de leite, frutas e doces é muito mais consumida nos países mais frios do mundo. Enquanto aqui no Brasil a média de consumo anual é de 3 kg por pessoa, na Nova Zelândia esse número sobe para 12,8 kg por pessoa!! Logo na sequência estão Austrália, Estados Unidos e Finlândia (dados de 2014 da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvete). E você botando a culpa dessas gordurinhas no excesso de sorvete, hein?!

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O sorvete (ou algo próximo do que consumimos hoje) surgiu há mais de 3000 anos quando os chineses misturaram neve com frutas. Depois passou pelos árabes, gregos, italianos e franceses, sempre da alta sociedade, até se transformar no que tomamos hoje. Naquela época não existiam os tiozinhos empurrando carrinhos da Kibon pela areia e gritando “Sorvete, sorvete”. Era só pra gente fina e elegante. No Brasil, ele chegou em 1834, mas o curioso é que como não existia freezer, ele não durava muito tempo, então os cafés e confeitarias faziam anúncios informando o dia e hora que ele seria produzido para as pessoas irem comprar antes que tudo derretesse. O primeiro sorvete industrial veio somente em 1942, o Eski-bon.

Hoje em dia, muitas marcas investem em novos sabores de frutas típicas nacionais como mangaba, pitanga e umbu, mas a preferência ainda tem sido dos queridinhos chocolate e baunilha, apesar de serem menos refrescantes.

Então, da próxima vez que estiver lá sentado debaixo do guarda-sol se refrescando com seu picolé ou na sorveteria vendo a atendente misturar os sabores numa pedra fria, aproveite cada gotinha, porque deu muito trabalho até ele chegar assim geladinho e saboroso nas suas mãos.


Papo de Praia é escrita por Beatriz Franco, colunista do Comida pra Casal sobre a principal preferência do paulistano durante os feriados: praia. Com o objetivo de provar que se come muito bem perto do mar, a coluna vai abordar todo tipo de relato interessante, na visão de uma caiçara.

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