O Brazeiro, na Vila Mariana

São Paulo tem muito restaurante. Não precisa ser gênio pra perceber isso. São pelo menos 10 mil espalhados pelos bairros da cidade que está prestes a completar mais um ano de vida. E isso chutando baixo. Com isso em mente, a gente se questiona: quantas casas antigas e tradicionais ainda estão em funcionamento? Essa resposta talvez seja um pouco mais difícil de numerar, mas se for ajudar, visitamos um das mais clássicas galeterias, que funciona desde muito, mas muito tempo atrás. Cresceu a curiosidade? Então confira agora tudo que você pode saber sobre a comida d’O Brazeiro.

Quem mora na região da Vila Mariana com certeza conhece O Brazeiro, e não é para menos, a casa está na região faz mais de 40 anos. Quando eu era mais nova minha avó morava muito perto do restaurante e por isso sempre comprávamos lá ou até mesmo íamos comer lá, e desde daquela época nada mudou. Acredito que poucas reformas tenham sido feitas na casa, mas sinceramente isso não é uma coisa ruim, por tudo é bem cuidado e dá aquela impressão de casa de vó mesmo, por esse motivo eu acredito que é um restaurante super familiar.

Ao entrar você dá de cara com a enorme churrasqueira onde a montagem e preparação dos frangos e outras carnes são feitas. E no fundo o amplo salão com diversas mesas, assim que você senta a mesa já tem o pão italiano que é o couvert com manteiga (R$3,50), o ceboletes e a farofa que são acompanhamentos que já vem com o frango. O couvert é interessante, principalmente para quem gosta de pão italiano, mas talvez não valha a pena se for um casal, porque todas as porções são enormes e acaba sobrando muitas comida, como no nosso caso.

Pedimos então meio galeto porque os acompanhamento são realmente muito grandes, o meio galeto vem 5 pedaços de frango, poderia ser um pouco mais mas é suficiente para matar a fome. O contrario das porções que são realmente muito grande e servem pelo menos 4 pessoas, pedimos de acompanhamento, arroz e polenta. Além do cebolete e da farofa, eu particularmente gosto de comida secas, mas o Rapha não é muito fã, tudo que pedimos é super seco e talvez o que salve seja o cebolete que molha um pouco a combinação. Mesmo assim acredito que a falta de gosto do arroz e da farofa não ajudam muita coisa.

A polenta é bem gostosa e sai feita na hora, realmente é o que vale mais a pena pedir sem ser o frango claro. Poderíamos ter pedido um galeto inteiro com poucos acompanhamento que valeria mais a pena e seria uma refeição bem mais saborosa, mas não me arrependo da escolha. O frango é divino e muito bem feito, mas talvez para levar para casa fique ainda melhor, o valor é menor e ele sai mais fresco do que quando você pede na mesa. A comida chega extremamente rápido e por isso acredito que nada seja feito na hora, os garçons não são dos mais simpáticos e rápidos mas não fomos mau tratados em nenhum momento. Definitivamente é um ótimo lugar para levar a família e escolher bem os acompanhamentos para dividir.

Logo que você chega à porta d’O Brazeiro dá pra perceber aquela muvuca se aglomerando junto com a fila de carros buscando uma vaga no estacionamento. Mas não se preocupe, a grande maioria é formada por gente que compra e leva o pedido pra casa. Na medida do possível você não vai ficar horas e horas esperando por uma mesa. Pelo menos não aconteceu isso com a gente. Chegamos e sentamos, em poucos minutos.

E o restaurante exala tradição. Desde seus ladrilhos brancos até os garçons que são um misto de atendimento funcional e mau humor crônico, tudo te faz lembrar que estamos em um salão com algumas décadas de existência. E seu cardápio acompanha essa mesma tônica: simples e coeso, preparado para quem pretende comer algo rápido, e de preferência na companhia de um grupo considerável.

É um lugar feito para casais? Provavelmente não. Primeiro por realmente não ter nada romântico que demonstre isso, mas especialmente pela quantidade de comida que chega à mesa. E muito mais que a quantidade, o preço cobrado pode atrapalhar quem chega sozinho ou com apenas uma pessoa. Entre as carnes existe uma variada lista de opção. Mas não pense muito e escolha logo o Galeto (R$ 35), afinal, é grande carro-chefe da casa. Escolhemos a meia porção (R$ 22), uma vez que éramos apenas dois para um batalhão de comida.

Além do franguinho, pedimos uma porção de Arroz (R$ 16) e uma de Polenta (R$ 17). Resumo de toda a ópera? Comida demais, acabamos levando boa parte dela para casa. Isso porque junto da carne acompanham porções gratuitas de Farofa e Cebola. Sobre a comida, o frango é bastante saboroso realmente, como diz o letreiro da casa. Entretanto, o resto da comida peca exatamente pela falta dele. E falo de quase todos: o arroz, a farofa e a cebola. Todos completamente sem graça.

Fiquei bastante chateado com essa questão, uma vez que a casa tão tradicional se vende como o rei do tempero. Pelo menos o frango estava bem preparado e suculento, em uma porção que foi o suficiente para dois. A polenta também não apresentou problemas, a não ser o fato de ser uma porção gigante. Todavia, pontos, muitos pontos, para o pão italiano da casa de couvert. Simples e ótimo, ainda mais acompanhada da manteiguinha.


O Brazeiro – Rua Luís Góis, 843 – Vila Mariana; Contato: 2275-7139; Transporte: metrô, ônibus, táxi; Pagamento: débito, crédito, vr; Faixa de preços: $.
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