Catedral, em Moema

Fundado em 1947, a antiga Confeitaria Catedral mudou de nome, de estilo e virou a Catedral Especialidades Árabes não faz tanto tempo. E sua loja principal, na Jurupis, faz o diferencial pela decoração toda bonitinha e sua parede de azulejos portugueses. Conhecida pelas esfihas saborosas e uma boa variedade de doces, a casa virou alvo da nossa visita, e você pode conferir tudo agora, e perceber que nem só de comida boa vale um restaurante.

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Quando vi o restaurante achei bem legal, tem um ambiente moderno e super decorado. Mas quando entramos estava tocando um pagode bem alto e achei isso um pouco chato, afinal era um restaurante e não um bar. Sentamos e por uns 10 minutos não vi nenhum garçom, e percebi que a falta de garçom no espaço era nítida até porque tinham cerca de três mesas ocupadas.  Tentei me esforçar em não fazer julgamentos antes da hora.

O nosso primeiro pediu foi um combinado de pastas, que são comuns na culinária árabe, que era homun, babaganuche, coalhada e mahamara, ótima cominação com um pão sírio. Foi então que o garçom nos falou que não tinha coalhada seca, e ai eu realmente fiquei muito chateada. Qual é o restaurante árabe que não tem coalhada seca?? Perguntamos se então não podíamos colocar outra coisa e ele deixou, escolhemos então o chancliche. Quando chegou vimos então que o homus estava congelado, o garçom então teve que troca, apesar de toda a confusão as pastas eram boas, só o homus não tinha muito gosto mas as outras eram bem gostosas.

Pedimos então um kibe cru e mais uma vez veio uma surpresa, ele falou que ia demorar cerca de meia hora para sair o nosso kibe, e mesmo não querendo muito até porque já tinha perdido a graça para mim né, mas tudo bem, pedimos, ele realmente demorou meia hora, mas no final de tudo até que valia a pena. A carne tinha sabor e não era aquelas carnes sem gosto que você praticamente tem que temperar, ela tinha um sabor e estava no ponto certo para comer cru. Pedi também duas esfihas aberta de carne que vieram sem problemas eram incríveis! Queria muito comer mais, mas infelizmente eu já estava bem satisfeita.

Apesar da comida boa acredito que o restaurante sofre um grande problema e não é exclusivo deles. A falta de comando do proprietário, junto com a falta de funcionários ocasionada pela falta se supervisão é nítida e incomoda. Não é que fomo mal atendidos, mas não tem como eu ir em um restaurante árabe não tem coalhada, o homus estar congelado e o kibe CRU demorar mais de meia hora pra chegar na mesa, até agora não entendi a demora.

Tirando os problemas que logo mais vou mencionar, o restaurante tem um cardápio interessante e uma comida boa. O Quarto Catedral (R$ 24,50) funciona como uma entrada interessante, trazendo um pouco dos diferentes sabores da culinária árabe. Originalmente composto por homus, babaganuche, coalhada seca e mahamara, além de muitas fatias de pão sírio, o prato serve duas pessoas sem problemas, especialmente se escolhido realmente como entrada.

O originalmente do parágrafo anterior não é por acaso, e está lá pra deixar claro que a experiência foi um pouco diferente da teoria. Primeiro pelo restaurante não ter coalhada seca no momento. Não consigo entender um restaurante árabe em pleno fim de semana sem coalhada seca, mas foi a informação passada pra gente. Conseguimos negociar a falta do item por uma porção de chancliche, pelo menos, salvou o sabor do prato, sendo o principal destaque. Sobre o homus, vale mencionar que ele chegou literalmente congelado à mesa, impossível de comer.

Para completar meu almoço pensei em pedir uma esfiha folhada, tida como um dos diferenciais da casa. Novamente, surpresa: estava em falta. Acabei me contentando com um quibe mesmo. Preparado na hora, ele é apenas ok, e certamente minha experiência ficou comprometida depois de pedir a versão com catupiry (R$ 6,10), mas receber o tradicional (R$ 5,50).

Se você acha que as confusões chegaram ao fim, eu e a Na pedimos também um Quibe Cru (R$ 29), pra descobrir que demorariam ao menos 30 minutos para o preparo. Por algum motivo, também não estava pronto para consumo. Mais uma vez me pergunto como um restaurante árabe consegue essa proeza. De qualquer maneira, ele veio após certa espera, com um sabor agradável. O cheiro da carne estava mais forte que o comum, mas nada que atrapalhasse demais.

Com a parte salgada completa, parti para os doces. As escolhas foram um Malabie (R$ 6,50) e um Namura (R$ 5,90). Sobre o primeiro apenas elogios. De longe o melhor prato da casa. Não sou um grande conhecedor de doces árabes, mas o flan de baunilha com calda de damasco conseguiu superar bastante minhas expectativas. Já o segundo, veja bem, não tenho nem como falar sobre ele. O doce veio errado, e ao invés dele surgiu um Maamoul, que nem no cardápio estava. Pior que ele é bom, mas acho que não vem ao caso.

Resumindo toda a ópera, o que fica claro aqui é que embora a comida seja boa, o atendimento é incrivelmente confuso. Seja pela demora no atendimento ou pedidos errados, a falta de preparo destrói toda a chance de uma experiência positiva.


Catedral – Alameda dos Juripis, 285 – Moema; Contato: 5051-6785; Transporte: ônibus, táxi; Pagamento: débito, crédito; Faixa de preços: $.
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