Burger Table, no Campo Belo

Segunda parada dessa nossa terceira edição da Quinzena do Hambúrguer. Após desbravar o até então inexplorado Morumbi, chegamos novamente em um bairro inédito do blog, o Campo Belo. Para inaugurar a região nada melhor que um dos melhores representantes das redondezas, o Burger Table. Mais um representante dessa ótima tendência de lanches bons e baratos, o local oferece poucas opções com diferenciais interessantes e uma coisa que não é exclusiva deles: a fila. Mas será que a espera compensa no sabor? Veja agora mesmo, pode ser o lugar que faltava para o próximo fim de semana ficar perfeito!

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O Burger Table é a prova de São Paulo está  sofrendo uma invasão de lanchonetes Joint, na nossa quinzena por exemplo  fomos em dois, e daria para ir em mais com certeza. Havia ouvido falar muito bem deles, principalmente porque quase todos os produtos oferecido por eles (até o ketchup) é produzido na casa, e isso dá um toque especial para o lanche, dá uma personalidade diferente para a lanchonete poder sair do comum.

Em meio há uma rua super movimentada do Campo Belo, tem uma portinha quase escondida mas que dá rua você sente o cheiro incrível de carne. Logo no começo do salão fica o caixa, onde você faz o pedido e espera ser chamado, passando ele tem um salão não muito grande, tem uma mesa com uns 25 lugares e só. A configuração do salão não é muito inteligente, se bem organizado poderia caber mais pessoas sentadas com facilidade e não teria fila para sentar como acontece. Então pedimos o nosso lanche e ficamos esperando. Passou uns 10 minutos e conseguimos um lugar para sentar, mas foi realmente sorte.

Assim que sentamos acredito que esperamos pelo menos mais 20 minutos para sair o lanche e até esse momento eu já queria comer a mesa, a cadeira e o que estivesse pela minha frente. Quando finalmente saiu o lanche que pedi, a espera é muito grande principalmente porque nem a batata para distrair vem antes então você acaba perdendo a paciência de tanta espera. Mas vamos falar da comida então, a batata era bem saborosa e combinava muito bem com a maionese da casa, ela era bem crocante porque era feita ainda com a casca o que dava um toque a mais para ela.

Já o hamburguer é joint, o preço é fixo de R$ 26 e escolhi o pão normal, que também é feito na casa, queijo cheddar inglês, cebola roxa, alface, tomate e bacon. Amei a minha montagem e estava animada para comer, mas não tive uma experiência boa. Comecei comendo super feliz o lanche que conta com uma bela carne, depois da terceira mordida percebi que eles não haviam colocado o BACON! Fiquei muito chateada com isso, o lanche simplesmente não tinha gosto, a salada não era temperada e a cebola roxa praticamente não veio cortada. E para melhorar, o meu pão simplesmente se desfez, virou farelo de pão e não estou exagerando, eu não conseguia mais comer de verdade!

Apesar de uma experiência ruim lá, eu acho que daria uma segunda chance. Só para ser se eu realmente tive azar ou se eles acabam se descuidando e fazendo os lanches de qualquer jeito, por ser fim de semana e estar casa cheia.

Poucos lugares são tão literais em São Paulo como o Burger Table. Nunca tinha parado pra pensar na razão do nome da lanchonete, mas na hora que entramos salão adentro tudo ficou claro: não espere por aquela divisão tradicional e privativa, aqui temos apenas uma grande mesa, bem ao estilo da távola redonda (só que nesse caso, quadrada). Assim são os quase trinta lugares disponíveis na casa pra todo mundo que quer comer. E o que isso causa? Exatamente, filas. Talvez seja esse o principal ponto negativo da casa, a parte teórica se sair tão bem, mas na prática a experiência acaba sendo mais frustrante.

Como? Veja bem. Primeiro você chega e encara aquela fila tradicional pra fazer seu pedido. Tudo bem, são 10 minutos que ninguém reclama, e você pode bater um papo com a pessoa amada. Mas depois de pagar você acaba se encontrando em uma nova fila, a da espera por um lugar. Afinal, são apenas trinta lugares, e nem todo mundo vai naquela pegada de comer rápido e ir embora. As pessoas usam o tempo pra conversar e trocar amenidades, o que gera uma demora pra achar um lugar pra sentar.

Depois de toda essa situação conseguimos dois lugares no ambiente escuro da casa – tão escuro que até as fotos não ficaram muito boas. Mas isso é passado. Vamos falar de comida. O esquema é simples, você paga R$ 26 e monta como bem entender. O diferencial é sem dúvida o pão com lâminas de amêndoa, que poderiam ser mais crocantes, mas não é bem o que acontece. Fora isso as decisões pairam sobre o ponto da carne, o tipo de queijo, a cebola, o picles e a salada. Até existem opções pré-selecionadas, mas qual a graça? Pedi, além do pão de amêndoas, a carne mal passada, o queijo prato e a saladinha de sempre.

Parte boa? A carne, sem dúvida. Muito saborosa e bastante temperada, é o que te faz querer dar outras e outras mordidas no lanche. Realmente foi o grande diferencial do sanduíche, uma vez que o queijo não apresentou tanto sabor assim, da mesma maneira que a salada. Se tivesse escolhido uma fatia de bacon, ou um pouco de cebola o sabor poderia até estar mais equilibrado, mas como preferi um lanche mais simples, a carne se saiu melhor que o restante. Entretanto, mesmo com uma carne tão gostosa, a fila te faz ficar pensando se vale a pena mesmo fazer uma visitinha.


Burger Table – Rua Gabriele D’Annunzio, 1331 – Campo Belo; Contato: 2478-4055; Transporte: ônibus, táxi; Pagamento: débito, crédito; Faixa de preços: $.
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