Bicol, na Aclimação

E chegamos ao fim desta edição do Sabores pelo Mundo. Nosso objetivo foi experimentar todo tipo de comida diferente, além de trazer algumas sugestões que saíssem da caixa. Por isso acabamos escolhendo culinárias fora do eixo tradicional, que muitas vezes até usam ingredientes semelhantes, mas em receitas totalmente inovadoras. Desta vez vamos até a Coreia do Sul e suas iguarias. Localizado na Aclimação, reduto de moradores deste país, o Bicol é um dos principais representantes aqui na cidade, e você vai conferir tudo sobre ele a partir de agora.

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Comida coreana, logo você pensa em comida japonesa e foi o que pensei também. Na verdade não sabia ao certo o que tinha para comer lá, o que acabou me levando a pensar isso. Mas não tem nada a ver. O restaurante fica no meio da Aclimação, não é um lugar fácil de chegar se você não for de carro, mas vale a pena. Fica em uma praça bem arrumada e tranquila, a aparência dele é mais para uma casa antiga do que um restaurante, e eu achei isso super legal, dar um ar de caseiro que é muito interessante.

Chegamos ligeralmente cedo para os nossos costumes, era 12h30 e estava tranquilo. Depois de uma meia hora o restaurante lotou e tinha fila de espera, então procurem chegar cedo. Assim que nos levaram para a mesa notei que tinha um rechaud embutido, logo imaginei que usaríamos e olhando o cardápio notei que não tem como não usar. O garçom nos ajudou muito na escolha, e acabou nos indicando o Bulgogi. Segundo ele é o prato que mais sai na casa. Praticamente todos os pratos não são individuais, está escrito que é para duas pessoas, mas é tão grande serve 3 pessoas tranquilamente e isso ajuda porque os valores dos pratos são um pouco salgados.

O prato é um contra-filé, levemente adocicado e ele vem com a carne bem solta, fazendo você montar o seu próprio bife, achei a ideia BEM interessante. Junto da carne vem 10 acompanhamentos, um deles é a alface que o garçom nos explicou que se come como um sushi de alface com carne. Claro que um desses acompanhamentos é o arroz, você consegue ver na foto que um líquido fica em volta da carne, esse molho é o tempero do arroz e ele é como se fosse um shoyo menos salgado, infelizmente acabei esquecendo de perguntar o nome. A carne é extremamente saborosa, o adocicado é bem delicado e deixa um sabor fora do comum. Outros destaque dos acompanhamentos são os bolinhos de verdura, o garçom não soube me dizer o nome e nem o que vinha, mas parecia cenoura e salsinha, era muito gostoso.

E não satisfeitos com o prato gigantesco que pegamos, ainda pegamos uma porção de pasteizinhos que lembram bastante guioza. Achei a porção meio cara, eram R$45, tudo bem que ela não era pequena, e também era bem servida, mas acho que poderia ser um valor menor, porque é o mesmo preço da metade do prato principal. De qualquer maneira, não me arrependo, a porção tinha um sabor surreal de bom, me arrisco a dizer que é melhor que muita guioza que já comi por aí.

Acredito que todos deveriam ir experimentar a comida coreana, o prato que pedimos é um dos muito que tem uma cara bem interessante e dá vontade de voltar lá para provar todas as carnes e opções que tem no cardápio.

Lá vem mais uma crítica sobre peixe cru, você deve imaginar. Estamos falando de Coreia do Sul, um dos países daquele cantinho da Ásia, que só comem salmão, arroz e uma variedade de coisas fora do comum, não é? Claro que não, cara pálida. Por mais surreal que possa parecer, os sul-coreanos são os mais próximos da nossa culinária. O arroz, como não poderia deixar de ser, faz parte, mas temos aqui muita carne de vaca e de porco também.

Instalado no meio de uma praça na Aclimação, o Bicol, que em sua língua local quer dizer cidade luz – eu perguntei, é comandada por uma família de sul-coreanos, e visitada em sua maioria pela mesma etnia. Não que não tenhamos brasileiros por lá. Além de nós, um percentual considerável era representado por gente que se aventurava em novos sabores.

Primeira coisa que deve ser dita: não é tão barato assim. Nossa conta saiu um pouco salgada, mas acredito que é válido quando se está falando de um restaurante com pratos tão diferentes, que demandam de ingredientes diferentes e de menor acesso.

Mas falando de comida, pedimos na entrada uma porção de Twi-Kim Man-Du (R$ 45), que apesar de impronunciável, nada mais são que deliciosos pasteizinhos recheados com carne e legumes. Lembram bastante os primos guioza e dumpling, mas com suas próprias características. Ainda que bem servido, uma entrada na casa dos 30 demonstra um valor acima da média, que pode afugentar a maior parte das pessoas.

Para o prato principal escolhemos algo possível de pronunciar, o Bulgogi (R$ 95), o prato mais tradicional da culinária deles. Basicamente, estamos falando de um churrasco feito na sua mesa. A carne, levemente adocicada, chega crua à mesa, e cada um pode preparar da maneira que achar melhor. Junto dele surge uma infinidade de acompanhamentos, desde cebola com primenta, nabo, bifum e moyashi, até umas frituras com legumes bem gostosas. O preço, novamente, pode assustar. Mas aqui o caso é diferente. O garçom – extremamente simpático e receptivo – indicou que se tratava de um prato para duas pessoas, mas dependendo da fome, é possível servir até o dobro.


Bicol– Praça General Polidoro, 111 – Aclimação; Contato: 3341-3745; Transporte: ônibus, táxi; Pagamento: débito, crédito, vr; Faixa de preços: $$.
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