The Dog Haus, no Itaim Bibi

Meio que sem querer, descobrimos que até hoje nunca tínhamos falado sobre cachorro-quente no blog. São quase dois anos de muito japonês, muita coxinha, muito hambúrguer, mas nunca o igualmente famoso hot dog. Pra compensar isso visitamos uma das mais conhecidas casas especializadas na cidade, se não a mais. Localizado em um quarteirão recheado de restaurantes e lanchonetes – o Mr. Baker está lá – o The Dog Haus consegue provar a fama na primeira mordida. Lanches bons e um atendimento qualificado premiam o estabelecimento, ainda que o preço pese um pouco no bolso do cliente. E o sucesso é tanto que a casa, aberta em 2013, hoje conta com algumas franquias espalhadas por São Paulo, e tem tudo pra se posicionar como a referência no sanduíche de salsicha.

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Cachorro-quente é um dos pratos mais democráticos que existe, não? Você consegue comer desde o simplório pão e salsicha, passando por aquele prensado com muito recheio na porta da balada, até chegar aos mais refinados com ingredientes da moda. E claro que o valor acompanha cada um desses níveis. Tanto que em alguns casos você se vê obrigado a pagar bastante por um sanduíche que preza pelos ingredientes simples e baratos. Precisa de um exemplo? The Dog Haus. Fomos lá recentemente e experimentamos alguns dos quitutes do cardápio, para o nosso prazer. A comida é bem boa, sem tirar nem por, assim como a deliciosa limonada feita na casa. Mas prepare-se, porque isso tem um custo.

Tanto no cardápio quanto pintado na parede principal da lanchonete, as inúmeras combinações estão lá pra qualquer um escolher, com um ponto interessante: você escolhe tanto a carne da salsicha quanto o recheio que acompanha ela. E se você acha que salsicha é tudo igual, aqui o pessoal vai te provar que não é bem assim. Claro, até tem aquela mais tradicional que você compra no supermercado, entretanto, a Vitela Bratwurst, uma das mais delicadas que já provei. Tão leve quanto é a de Cordeiro com Hortelã, com um pequeno toque refrescante, causado pelo segundo ingrediente. E o melhor de tudo, o preço não varia de acordo com a escolha. O valor é fechado, independente do tipo da carne. E de onde surge o valor? Dos recheios.

Meu primeiro escolhido foi o Guacadog, um cachorro-quente tipo mexicano, com guacamole, sour cream e doritos. Parecia interessante, pelo menos até descobrir que ele não estava disponível, e que possivelmente sairia do cardápio em muito breve. Como alternativa apelei ao Choripan (R$ 28) com salsicha de Calabresa dos Hermanos, feito com maionese de alho, chimichurri e cebola. O sabor é gostoso, onde o pão é crocante e a calabresa tem um toque mais picante, que combina com os outros componentes do lanche, salvo a cebola, que se perde e parece que existe apenas no cardápio.

Entretanto, sejamos honestos: pra pagar quase trinta reais em um cachorro-quente, tem que valer muito a pena. E aqui não é o que acontece. Ele não é grande, muito pelo contrário. Surpreendeu o tamanho diminuto dele, quando comparado com os outros da mesa, mesmo que o sabor seja ótimo. Te deixa um pouco consternado perceber que você vai continuar com fome, e ainda vai pagar caro por isso.

Por motivos óbvios precisei pedir um segundo lanche, dessa vez o comedido Crispydog (R$ 18) com salsicha de vitela. Feito com um molho especial, chilli e crispy de cebola, ele ganha do primeiro em todos os quesitos: tamanho, preço e sabor. Levemente apimentado por causa do chilli e crocante por causa da cebola, com a salsicha certa – como foi o caso – gera uma combinação ótima e não te deixa com aquele sentimento transtornado. Antes dos lanches ainda pedimos uma porção de Batatas Cheddar & Bacon (R$ 16), deliciosa como imaginávamos que seria.

Ainda que pequena, vale muito a pena pra dar aquela beliscada antes de chegar a comida principal. Mesmo reclamando do preço, a vontade de voltar nesse momento em uma das unidades pra comer outra porção, com outra limonada e outro lanche bate forte. Pra quem nunca tinha escrito sobre cachorro-quente até agora, imagino que tenhamos começado bem.

The Dog Haus. O nome já não é desconhecido por muitas pessoas, uma vez que hoje já estão vinculados à onda de gourmetizar um prato. Eles foram os primeiros com o hot dog. Eu particularmente não tenho nada contra quem transforma um prato popular em uma versão mais incrementada. Mas, se o preço é incrementado sem que a comida acompanhe, ai a coisa não é legal. Antes uma casinha minúscula na Bandeira Paulista, hoje eles mudaram pra casa do lado, permitindo que eles colocassem mais mesas. Ainda assim, o espaço é reduzido, mas nada disso atrapalha.

Fizemos nossa visita em um domingo, na hora do almoço. Isso ajudou porque não tinha quase gente no lugar, e o atendimento ficou mais focado. Sentamos e a garçonete antes mesmo de nos dar o cardápio perguntou se queríamos uma porção de batata como entrada. Íamos pedir de qualquer forma, mas fomos influenciados pela atendente. Pedimos a entrada com cheddar e bacon, o que de tirou a atenção de toda e qualquer outra entrada do cardápio. E daí surge o meu erro: eles têm Corn Dog, uma espécie de salsicha no palito envolto em massa de milho, que eu queria muito provar. Mas só percebi depois de ter ido embora. Isso me deixou chateada. Pelo menos a batata era bem saborosa, muito mesmo, onde o queijo tinha um gosto próprio, de queijo mesmo, não aqueles de bisnaga que pecam em diversos sentidos.

Depois da porção veio a decisão mais difícil: escolher qual lanche eu iria querer. Como estava com muita fome, todas as combinações estavam chamativas. Olhando o cardápio com mais calma escolhi uma versão simples e tradicional, o mais escolhido da casa: o Original’s (R$ 18) com salsicha de Cordeiro com Hortelã. Feito com molho especial, chilli, cheddar e crispy de cebola, me decidi pela carne mais leve como solução para quebrar a picância dos ingredientes do recheio. E foi cirúrgico. O lanche é tradicional e bem feito, tendo como único ponto ruim o valor. O meu era um dos mais baratos da casa, e mesmo com o sabor incrível, acaba não valendo o preço que cobram.

Eu realmente gostei muito de lá, e mesmo com os valores elevados acaba sendo uma lanchonete que se destaca pelo capricho e sabor. Isso não é muito vendido pela atendente, mas quando um dos donos chegou à casa nota-se a melhora e a entrega maior desse pessoal. Outro ponto que vale o destaque é o molho extra que pedi. Ando numa fase de experimentar maioneses diferentes, então acabei pedindo uma feita internamente, daquelas verdes com alho, para acompanhar a entrada. E nossa, que coisa boa. Raspamos até o final dela, e com certeza pretendo voltar lá pra comer tudo que falta do cardápio, em especial o Corn Dog.


The Dog Haus – Rua Bandeira Paulista, 406 – Itaim Bibi; Contato: 2361-4725; Transporte: ônibus, táxi; Pagamento: débito, crédito, vr; Faixa de preços: $.
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