Nico Hamburgueria, no Ipiranga

Quem disse que fora do eixo não existem lanchonetes descoladas? Localizada no Ipiranga, a Nico Hamburgueria consegue ser tudo que as mais conhecidas são, sem tirar nem por. Por isso, ela foi escolhida como segunda casa para essa nova edição da Quinzena do Hambúrguer, e consegue se destacar, sem dúvida alguma, por sua decoração única. Depois do primeiro passo adentro você certamente vai se confundir se está em um restaurante ou um museu. São mais de dois mil brinquedos antigos espalhados pelas paredes, prateleiras e até no teto, que vai trazer um toque de nostalgia pra qualquer que visitar o lugar.

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Já tinha visto de ir ao Nico Hamburgueria algumas vezes, mas nunca tínhamos conseguido ir, então aproveitamos a Quinzena do Hambúrguer pra acabar com esse problema. Eu conhecia o local por algumas pessoas em comum, porém, eu não sabia o que esperar de lá. Fomos em um sábado, já não era mais tarde que um horário de almoço e por isso estava mais tranquilo, e entramos e sentamos.

Eu não sei ao certo como explicar o lugar, é como se fosse um museu de brinquedos onde você pode comer. De verdade, é muito brinquedo, de todos os tipos e tamanhos, é incrível. Tem um ambiente muito legal, com móveis antigos, e que junto com os brinquedos, dão aquele ar de casa de vó. Para começar pedimos uma batata com cheddar e bacon, e ela veio rápido, e tinha uma cara muito boa. Entretanto, ela tinha parecia aquela compradas em supermercado, e isso me deixou um pouco triste, mas pelo menos o cheddar e o bacon compensavam.

Não era aquele cheddar gosmento e o bacon era crocante e bem saboroso. A batata não era ruim, ela só não tinha muito sabor, ela era bem comum. O lanche escolhi o Chapolin Colorado (R$ 29,50), ele era muito diferente de tudo que eu já comi, pois era feito com um hambúrguer empanado, molho de tomate fresco, queijo mussarela, rúcula no pão integral. Quando chegou achei super diferente, ele tinha desmontado no prato e tinha uma cara bem boa, mas na verdade ele não era tudo que mostrava ser.

Pedimos o lanche mal passado e ele veio super bem passado. Não sei se é por ele ser empanado que o hambúrguer não tinha gosto de nada, o que deixou um sabor foi o molho de tomate. E ainda acho que pela falta da carne junto com o pão integral é ainda pior. Mas em geral a visita vale a pena pelo ambiente e estrutura. O atendimento também não é dos melhores, eles são meio perdidos e querem fazer o atendimento o mais rápido possível.

Perto da casa da Na, já tínhamos passado algumas vezes em frente à lanchonete, mas nunca parado. E como a oportunidade faz a ocasião, resolvemos incluir a Nico na nossa lista por se tratar de um lugar conhecido, e especialmente por não estar naquele reduto gastronômico de sempre. E mesmo longe de Pinheiros, ou do Jardim Paulista, toda a estrutura e o cardápio consegue se assemelhar ao padrão das lanchonetes de hoje em dia. E primeira dica fica para a visita: se possível, leve seus filhos, sobrinhos, primos, ou qualquer outra criança. Ela vai se impressionar com a quantidade de brinquedos antigos, de todos os tipos.

Os brinquedos, aliás, são a tônica do restaurante, que levam esse tema lúdico até o final. Desde a vestimenta dos atendentes até o nome dos lanches, tudo vai te fazer lembrar de quando assistia Cartoon Network durante os anos 1990. Não à toa, Dino (R$ 32,90) foi o sanduíche escolhido como prato principal. Feito com hambúrgueres de fraldinha e de calabresa, queijo e salada, além de uma porção de batata-palha, ele ganha mais pontos pelas memorias afetivas do que pelo sabor propriamente dito. Grande demais, ele desmonta sozinho no prato, e isso afeta os ingredientes de uma maneira negativa. O queijo, por exemplo, não veio quente, tampouco derretido, mostrando a falha na hora da montagem.

Mas acredito que muito mais que a temperatura do queijo, o principal problema é a falta de atenção no atendimento. Durante as dúvidas iniciais, perguntei sobre as carnes de fraldinha e calabresa. O cardápio não era explicito se o sanduíche tratava de um blend com os dois ingredientes; ou seriam dois hambúrgueres, sendo um de carne bovina e outro de suína. A resposta foi para a primeira opção, mas chegado à mesa a surpresa: era a segunda. A mesma desatenção acabou influenciando para o sabor do lanche. Por duas vezes pedi a carne mal passada, mas a solicitação foi prontamente ignorada, e o ponto estava pra lá de passado.

A porção de Fritas com Cheddar e Bacon (R$ 19,60), pedida antes, claro, também não ajudou a experiência. Enquanto o queijo não prima pelo sabor, as batatas em si pareciam antigas e requentadas, pecando pela crocância. Mas de maneira geral, ainda que com todo o ônus, a lanchonete não deve ser evitada, e vale sim a visita. Afinal, são apenas detalhes que poderiam transformar uma experiência negativa em positiva. Todavia, é preciso ressaltar que erros aconteceram, e podem afugentar os clientes mais exigentes.

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Nico Hamburgueria – Rua Cisplatina, 31 – Ipiranga; Contato: 2062-8000; Transporte: ônibus, táxi; Pagamento: débito, crédito, vr; Faixa de preços: $$.
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