Dizzy, em Santana

Na contramão da tendência atual, de servir cardápios enxutos e lanches com ingredientes de nome impronunciável, a simpática Dizzy consegue dar um passo importante entre as lanchonetes de bairro: misturar o tradicional ao moderno. Se por um lado as duas unidades são bonitas, com pinta de casa chique na Zona Norte, a comida, e a forma em que ela é servida, mostra que o pé continua no chão, e eles não têm intenção de virar mais um refém da famigerada gourmetização. Até por que, dá pra ser bom sem ser gourmet, e a Dizzy te mostra isso bem. Não acredita? Então continua lendo, você não vai se arrepender.

Santana é um bairro interessante. Ao menos na Zona Norte, é o que oferece o maior leque entre restaurantes e lanchonetes. Tínhamos a intenção de desbravar a região, tentar ir para outros bairros, mas acabamos novamente por lá. E vou dizer, ainda bem. Por ser uma marca específica local, fiquei conhecendo a Dizzy apenas ano passado, em um anúncio de jornal. Pela imagem do lanche da publicidade, era perceptível que não se tratava de nada muito requintado, apenas um bonito sanduíche daqueles de antigamente. E depois de ter conhecido o lugar, posso atestar exatamente isso: espere por um lanche simples, sem refinamento, mas ao mesmo tempo saboroso e por um preço justo.

Mas antes de falar da comida, vamos falar da casa. Reformado, o salão é ultramoderno, e não deixa nada a desejar para os restaurantes mais moderninhos da cidade. E essa fusão do passado com o futuro é o que mais impressiona, pois enquanto as mesas, o balcão e os banheiros têm aquele ar do novo, do contemporâneo, o lanche traz um sentimento de uma lanchonete aberta nos anos 1960. Vestidos com aquele quepe tradicional, avental branco e uma cordialidade agradável, os atendentes te ajudam em qualquer eventual problema com o cardápio. Pois você provavelmente vai ter.

O menu vai bem além do sanduíche de carne e queijo. Quer um prato de arroz e feijão? Eles oferecem. Ou um grelhado, uma massa, um beirute ou só uma salada? Tudo está lá, no extenso cardápio. Durante nossa visita, achamos mais conveniente ficar apenas nos sanduíches, e claro, em uma convidativa porção de Onion Rings (R$ 22,50). Ela chegou incrivelmente rápido à mesa, de tal maneira que continuava quentinha quando fomos comer. A porção é farta, não tem o que dizer, e gostosa. Mas poderia ser um pouco mais macia. A cebola mesmo estava um pouco dura, nada que deixasse impraticável de apreciar o prato, mas ao menos a ponto de ser notada.

Na hora do lanche fiquei em dúvida: ou pedia uma opção predefinida, ou montava um com meus acompanhamentos preferidos. Acabei optando por um sanduíche fechado, o carro-chefe da casa: o Cheese Dizzy (R$ 29). Ele é uma espécie de x-tudo com outro nome, já que sua composição tem um pouco de tudo. Mas não se engane, embora pareça enorme, o processo de montagem engana. É um tamanho padrão, não muito diferente do que vemos por aí. Só que isso não é nenhum demérito. O sabor dele é bem tradicional, de um jeito positivo. Sabor de sanduíche antes do bendito (e sempre citado) raio gourmetizador. Não tem cebola desidratada, creme blue cheese, endívia, shimeji ou algum ingrediente que está na moda. Apenas aqueles tradicionais, que você provavelmente vai achar na geladeira da sua avó. E o melhor é que mesmo completo, dá pra sentir o sabor de cada um deles: queijo prato, presunto, bacon, ovo, maionese, tomate e alface. Além, claro, de um generoso hambúrguer de carne que deixa qualquer pessoa com fome feliz.

Uma vez passamos ali na Braz Leme e vimos uma lanchonete super moderna, que chamava bastante a atenção. Assim pensamos em colocar na nossa lista para futuras visitas, e não muito depois dessa passada nós fomos visitar a Dizzy. Fomos em um dia onde a cidade estava um caos pela manifestação na Paulista, além de uma chuva não programada. Então chegamos lá e a casa estava vazia. Deu pra escolher com facilidade nossa mesa.

Assim que sentamos acabou a luz, mas isso não foi um impedimento de nada. Tudo que pedimos veio rapidamente e sem problema algum. Como entrada escolhemos uma porção de cebola empanada – fomos na versão grande, já que a outra parecia pequena demais para nossa foma. No final, ela tem um tamanho bom, mas ainda assim não é muito grande, mesmo servindo duas pessoas. Só que achei ela meio ok, sem nada de muito especial. A cebola é boa e gostosa mas não é nada que me faça querer mais.

Já na escolha do lanche você monta exatamente o que você quer, então o meu lanche era hambúrguer padrão, cebola na chapa, bacon e maionese (R$ 26). O pão você também escolhe, no caso escolhi ciabata, e foi uma ótima escolha. A combinação do lanche foi perfeita, onde tudo casava muito bem. Bem servido, o sabor de cada item vem bem presente no lanche, no final acabei nem conseguindo comer tudo, e o Rapha precisou finalizar o trabalho.

O mais interessante da Dizzy é a forma tradicional de trazer seus lanches. Mesmo com a sua reforma externa eles mantiveram o seu cardápio tradicional e não entrando na onda de hambúrgueres gourmets. Além de ter um atendimento eficiente e que não deixam você pensar em querer alguma coisa.


Dizzy – Avenida Braz Leme, 2040 – Santana; Contato: 11 2967-1000; Transporte: ônibus, táxi; Pagamento: crédito, débito, vr; Faixa de preços: $.
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