East Indian Pale Ale, da Brooklyn

coluna-temumaale-2015

Volto, hoje, com a sede de 21 dias sem beber uma cerveja diferente – já que Brahma, Skol e Itaipava não se encaixam nesse sentido. Volto, hoje, para falar um pouco sobre escolas cervejeiras e apresentar um exemplo do que vem, já a algum tempo, sendo uma escola da nova geração.

A cerveja depende, assim como o vinho, da terra e clima de onde são tirados seus ingredientes – malte, água e lúpulo – determinando algumas áreas mais propícias à produção. As consideradas escolas do mundo antigo são a Bélgica, a Alemanha, a República Tcheca, e , por fim, a Inglaterra. Cada uma com seu estilo preferido. Já no mundo novo – e aí entramos no sabor que degusto neste momento – consiste basicamente na cerveja produzida nos EUA, principalmente as IPAs (ou Indian Pale Ales). O estilo estadunidense de cerveja mantém as raízes das escolas do mundo antigo, mas com uma incrementação e finalização totalmente diferentes. E gente, por favor, não vamos nos prender ao pensamento de que cerveja boa é só belga, alemã, tcheca ou inglesa. Os americanos conseguiram dar uma nova perspectiva muito interessante das escola antigas – assim como eles conseguem imitar todo o resto do mundo muito bem, vide Las vegas com suas pirâmides do Egito e Torres Eiffel.

O líquido que tenho em mãos, boca, nariz, olhos, cabeça… vou recomeçar, desculpem. O líquido que tenho em mãos neste momento é feito pela cervejaria Brooklyn, de Nova York. O nome é Brooklyn East IPA, um tipo de Ale, um pouco mais leve do que as inglesas e mais condimentada. Esse é o estilo que mais agrada minhas papilas gustativas, pois, para mim, mistura muito bem aromas frutados e herbais com o sabor amargo e talvez azedo das Ales. E é exatamente isso que essa cerveja oferece. Nas primeira impressões, uma cor bem avermelhada – que os “entendidos” chamam de âmbar – e uma espuma não tão densa, mas constante. O aroma, frutado e herbal, dá a expectativa de uma cerveja doce ou, no mínimo, gostosa. Já o sabor, ah… o sabor. Esse é o clássico das Ales. Um lúpulo bem presente – dá para sentir o amargor no fim da língua – e o malte torrado também bastante sensível. Para explicar melhor o sabor, aproveito uma frase do próprio site da cervejaria: “Muitas cervejas te prometem a lua e as estrelas e uma explosão de amargor. A East IPA, não. Ela te oferece um sabor e um amargor equilibrados, e não uma pancada na cabeça.

A harmonização – sempre lembrando da ressalva do texto anterior – é interessante com alimentos comuns na Inglaterra e estados Unidos, como o queijo Cheddar. Mas, para mim, combina mesmo é com a carne de boi, bem apimentada, ou qualquer outro prato apimentado, como comida mexicana ou tailandesa. A Brooklyn East IPA tem uma graduação alcoólica média/alta – de 6,9% – e já ganhou medalha de ouro no World Beer Championships, em 2010. A garrafa de 355ml me custou R$14,90, mas valeu bem mais do que isso. Na minha opinião é uma cerveja nota 9, que eu tomaria em um churrasco de família.


Tem uma Ale na minha Weiss é escrita por Otavio Corsini, colunista do Comida pra Casal, que fala sobre aquilo que todo mundo gosta: cerveja. Seja importada, nacional, artesanal ou daquelas que você acha no supermercado mesmo.

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