Nakato, no Ipiranga

Chegou a hora do Nakato. O restaurante estava na nossa lista faz um tempo, mas nunca tínhamos conseguido conciliar uma visita na nossa agenda. Finalmente deu certo, e fomos até a unidade localizada no Ipiranga. Por R$ 46,90, você consegue experimentar um rodízio japonês com seus altos e baixos, e que no final, acaba sendo salvo pelo gongo. Mas nem tudo são flores, e alguns pontos precisam mesmo de um ponto de reflexão. Então não deixe de conferir agora a opinião do casal que mais fala, e menos entende, de comida!

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Fazia um tempo que nós queríamos ir ao Nakato, ele ficam perto de casa e tem um preço atraente e por isso resolvemos ir. O ambiente tem cara de que acabou de ser reformado e provavelmente foi mesmo. Resolvemos sentar no andar de cima e não tinha absolutamente ninguém sentado lá e eu fiquei com medo porque já achei que iriamos ser esquecidos.

Logo depois que sentamos o andar de cima também encheu, e fiquei mais tranquila. Logo dois garçons subiram para atender as mesas, o nosso garçom era o menos simpático possível era o típico, estou aqui por obrigação. Enfim fizemos os primeiros pedidos, as entradinhas e temaki. Assim que fizemos os pedidos pedi o shoyo light e nada, pedi outras duas vezes e só na terceira me trouxeram.

O temaki era padrão nada de incrível mas era bom, as entradas fritaram ela muito boa, sequinha e cheia de sabor. Vieram também o salmão grelhado e ceviche. O salmão grelhado era muito bom veio quente super saboroso e macio. E o ceviche era muito bom, era apimentado mas na medida certa e o sabor do peixe estava muito saboroso e talvez foi o ponto alto do rodízio.

Depois de tudo veio o combinado, bom o combinado foi o ponto fraco. Bem fraco na verdade, o combinado não tinha quase nada de opções de sushi e só tinha salmão, não tinha nem atum e nem peixe branco. Foi um pouco decepcionante e no final acabamos nem comendo mais nada, por falta de opções no combinado ficamos satisfeitos.

Em geral a visita vale a pena por ser barato e aconchegante, as vezes aquele dia não estava tão bom não sei. Vá e prove.

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Podemos começar falando sobre o ambiente. Amplo, claro, com dois andares. Tem mesa a rodo pra quem quiser sentar e comer. E considerando o valor, bem convidativo, não espere pouca gente no salão. Acabamos sentando no segundo andar devido a lotação do térreo, e minha intuição logo aflorou: podemos ter problemas com isso. E como eu não costumo desconfiar da minha intuição, logo o receio se concretizou. O primeiro contato do garçom com a mesa foi um grande mal estar. Com uma má vontade extrema, o rapaz sequer olhou para os clientes (no caso, nós) na hora de tirar o pedido. Sugestões do cardápio? Nem pensar. Aliás, o próprio cardápio não deu as caras aqui.

Como não dava pra saber o que compunha o rodízio da casa, acabamos não saindo do básico, solicitando todas as porções de sempre. Claro, não ter o cardápio e reclamar por não saber o que tem nele é fácil, por que não simplesmente solicitar um ao garçom, você se pergunta. Mas entregar isso ao cliente é um principio básico de conduta em qualquer restaurante, e não precisaria partir do cliente tal coisa.

Mas vamos falar de comida, que é o que a gente faz de melhor. O Harumaki, disponível apenas na versão queijo, consegue ser quente, crocante e macio. Um diferencial bem interessante, pois juntar as três características é algo raro entre os restaurantes japoneses. Normalmente você encontra um quente e crocante, ou um macio e quente, mas os três juntos? Parabéns aos envolvidos. O Teppanyaki também merece elogios. Embora não apresente um sabor extraordinário, tem uma textura suculenta, que dá vontade de pedir várias e várias repetições.

Por outro lado, alguns pratos deixaram a desejar. O Tempurá nada mais é que cebola empanada com uma porção de condimentos. Senti falta de qualquer outro legume ou tubérculo pra compor a receita. Batata doce, berinjela, cenoura, ou qualquer outra coisa. Já o Hot Roll – tanto na porção à parte, como na do combinado – chegou frio. E o nome, posso estar enganado, pede para que o prato seja quente.

Pra acabar, o combinado, como mostra a foto, veio bem pobre. Foram poucos sashimis, dyos e niguiris, todos de salmão. O atum, aparentemente, estava em falta, e o peixe branco apenas não veio. Sorte que os componentes do barco primam pelo sabor e pelo tempero. Só não posso falar do retardado peixe branco, que depois de muita negociação, chegou à mesa. Mas com um problema: congelado.

Entre secos e molhados, o Nakato oferece comida por um valor justo. Talvez pudesse treinar melhor seus funcionários, e dar umas dicas de preparo para o pessoal da cozinha. Pequenos ajustes que impedem o local de ser um dos melhores japoneses que já visitamos. De qualquer maneira, caso vá com a intenção de comer rolinho primavera, teppan e sashimi, tá aí uma ótima escolha!


Nakato – Rua Cipriano Barata, 2257 – Ipiranga; Contato: 11 2060-0517; Transporte: ônibus, táxi; Pagamento: crédito, débito, vr; Faixa de preços: $$.

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