Graça di Napolli, em Santana

Parece que foi ontem. Decidimos reunir em apenas um lugar todos os lugares que vamos comer. E olha, são vários mesmo. Nascia então o blog. Doze meses e mais de cem críticas depois, o Comida pra Casal completa seu primeiro ano com muita felicidade. Aquela pequena ideia cresceu, e deixamos de apenas colocar em um site os lugares visitados, pra realmente conseguir expressar nossa opinião, e o melhor, ter o retorno dos nossos leitores. Não tínhamos muita pretensão em conquistar fãs para o blog, mas com muita felicidade tem gente que realmente gosta do que escrevemos. E agradecemos muito vocês por isso. Sem esse retorno, certamente não estaríamos comemorando essa data hoje.

E a participação dos nossos leitores é tanta que pedimos sugestões de onde visitar pra comemorar nosso primeiro ano. Todas foram anotadas – para uma visita futura – mas entre todas, uma nos chamou atenção: a ganhadora de melhor pizza da cidade pelo guia Comer & Beber da Veja em 2014. Primeiro pela possibilidade de comer uma pizza boa, e segundo por estar localizada em Santana. Nossa primeira crítica na Zona Norte, e mais um passo de levar o blog para todos os bairros de São Paulo. E já adiantamos, ótima escolha a nossa! Continua lendo esse post especial, e rumo aos dois anos!

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Vou te falar que quando decidimos por a ideia do blog em prática, não esperávamos que ele fosse dar tão certo. Em apenas um ano conseguimos visitar lugares que nunca imaginávamos conhecer, e mais importante, levar nossas opiniões pra tanta gente. Se há 12 meses nossos visitantes resumiam-se aos amigos e família, hoje podemos ter a certeza que já existem leitores que acompanham toda segunda e quinta o Comida pra Casal. Pra esse novo ano que vai começar, sem dúvida que teremos novidades pra deixar o blog ainda mais legal. Pra gente e pra vocês que leem. Então não deixem de seguir a gente, e sempre deixem suas opiniões, a favor ou contrárias em todos os canais disponíveis. Enquanto isso, vamos comemorar nosso aniversário com pizza!

Pizza, sim. Três mensagens me chamaram atenção, e uma delas fala exatamente sobre a pouca quantidade de pizzarias visitadas até agora. E juntamos a fome com a vontade de comer, já nunca tínhamos passado pela Zona Norte até agora. Fomos então até a concorrida Graça di Napolli, localizada perto do metrô Santana, e que tem – além do título de melhor da cidade – o título de pizzaria gourmet. E juro que foi minha primeira pergunta pra Na, uma vez que todo e qualquer lugar gosta de se auto-intitular gourmet. Afinal, no mundo gourmetizado que estamos vivendo, tudo vale pra cobrar um pouco mais do consumidor. Mas estava errado, a coisa aqui é gourmet mesmo.

Claro que existem as opções mais básicas pra quem não quer arriscar. Muçarela, Portuguesa, Calabresa e afins, estão todas lá. Só que, no meio do cardápio, tem uma página com algumas receitas diferenciadas. E por isso já vale. Pedimos uma meio a meio, com a Vesuvius (R$ 68), que leva molho de tomate, gorgonzola, muçarela, lascas de queijo pecorino, tomatinho e presunto parma; e a Prosciutto Tedesco (R$ 66), com muçarela, presunto alemão, parmesão e geleia de vinho Malbec.

Honestamente, achei que a pizza que homenageia o vulcão no sul da Itália fosse melhor. Ela parece melhor no papel que no prato. Com tantos queijos em apenas um disco, falta destaque e sabor real. Pouco dá pra sentir da gorgonzola – uma vez que, de acordo com o cardápio, esse é o principal queijo da pizza – ou do pecorino. Tudo parece muçarela. E muçarela com um presunto parma sem gosto algum. Ela, por acaso, é bem parca em toda a pizza. Estamos falando de uma chamada pizza gourmet, por um preço bem acima da média. Por isso, caprichar mais nos ingredientes seria o ideal.

Sorte que do outro lado da pizza havia a Proscuitto Tedesco. Fazendo um certo esforço da mente, posso dizer que é, certamente, a melhor pizza que já comi na vida. E vou te dizer, já comi muitas, mas muitas pizzas na vida. É difícil escolher qual o melhor ingrediente: o presunto perfeitamente temperado ou a mágica geleia de vinho. Relutei em pedir um vidro dela pra levar pra casa, e comer depois com pão. Doce, mas não demais. Nem um pouco enjoativa. Simplesmente ótima. Combina demais com o embutido, e dá um sabor sem igual pra pizza.

E o interessante disso tudo é a carta de azeites que a casa oferece, cada qual com a melhor harmonização para a pizza. Dependendo do sabor escolhido, o garçom traz à mesa o azeite certo. Pra nossa mesa, tanto para Vesuvius como para Tedesco, o que mais combinava é Olio di Casa extra virgem Barbera, um azeite italiano mais encorpado e fosco, com uma picancia levemente acentuada.

O azeite combinou até com a nossa entrada, a Bruschetta Napolitana (R$ 19). Simples e gostosa, é feita com muçarela, tomate picado e folhas de manjericão. Foi a escolha certa pra abrir o apetite. Outro ponto que ajudou a gerar uma boa experiência é a música ao vivo tocada em um piano no salão. Em som ambiente, é o tipo de música que não atrapalha quem quer conversar na mesa. O único ponto talvez seja a falta de preocupação com o salão em si. Antes uma casa noturna, ainda é possível ver o esqueleto dela na Graça di Napolli. Com a intenção de simular um ambiente tipicamente italiano em sua casa, talvez fosse mais acertado um investimento para retirar a estrutura do antigo estabelecimento.

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Um ano não é para qualquer um não é mesmo? Então resolvemos ir em um lugar onde um casal pode comemorar o aniversário de namoro/casamento ou só um jantar romântico. Não foi exatamente onde vocês nos indicaram, mas pela grande quantidade de pizzarias você falaram resolvemos escolher a atual eleita melhor pizzaria da cidade, a Graça di Napolli. Ela fica localizada em uma das partes maia movimentadas da zona norte, ali perto da Braz Leme, quando chegamos vimos que tinha algumas pessoas na espera e nos passaram um tempo de meia hora, mas não foram 15 minutos e já sentamos na mesa.

No segundo andar de um amplo salão, decorado de uma forma meio italiana e um jazz acompanhado de uma senhora no piano. Apesar de ser um lugar com ambiente escuro, a presença de famílias é considerável. Como estávamos com fome pedimos uma Bruschetta Napolitana de entrada, pedimos a tradicional mesmo e ela era muito boa. Mas bem tradicional e nada que saia muito do padrão, eramos em 4 e vieram 4 bruschettas, por R$ 19. Quando entrei notei nas sugestões do chef e já sabia que queria pedir alguma delas.

A pizzaria se entitula pizzaria gourmet e não estava entendendo muito bem o que aquilo significava, quando me trouxeram o cardápio ficou um pouco mais claro, além das varias pizzaria que uma pizzaria padrão oferece, a Graça di Napoli te dá quase que um cardápio a parte de pizzas mais requintadas essa parte as pizzas giram em torno dos R$68 reais. Ficamos curiosos e então pedimos dois sabores dessa parte o Vesuvius e Prosciutto Tedesco (R$ 66), a minha escolha foi a segunda.

A pizza Proscuitto Tedesco era feita de muçarela especial, presunto alemão, geleia de Malbec e parmesão. Era realmente muito diferente e não sabia muito bem o que esperar, depois de muitas dúvidas do que pedir, tive a certeza de que aquele sabor era definitivamente o melhor! A pizza é incrivelmente bem feita e tem um sabor à parte, a combinação do presunto do a geleia que é feita com precisão é perfeita! Nunca provei algo com sabor tão diferente e tão bom. Para melhor a pizza é feita com a massa grossa, uma coisa que eu realmente amo até porque a borda é a minha parte preferida.

Já a pizza escolhida pelo Rapha parecia muito melhor no cardápio, era uma especie de 3 queijos coberta por presunto parma. Em tese é incrível, mas devo dizer que a parte dos queijos é impecável já o parma é a maior decepção, ele não tem gosto de nada e acaba ficando duro. Não sei exatamente porque isso acontece, talvez na hora de assar a pizza realmente não sei mas como grande apreciadora do presunto parma foi uma decepção essa pizza que vira uma pizza de 3 queijos bem comum.

Talvez a parte que mais me chamou a atenção da pizzaria é que eles te oferecem uma carta de azeites, eles te indicam qual azeite é o ideal para harmonizar a pizza que você está escolhendo, eu não sou grande fã de azeite mas é muito comum comer pizza com azeite então resolvi provar o indicado, e ele harmoniza bem por não sei um azeite muito forte, coisa que eu não gosto. Certamente com um vinho o jantar vira ainda mais romântico e acolhedor, não deixe de visitar e não esqueça de pedir a Tedesco.

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