Cervejaria Nacional, em Pinheiros

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Pense bem: depois de um longo dia de atribuições no trabalho, estresse com o chefe e ainda esse calor que não dá trégua, qual a melhor alternativa pra dar uma melhorada no dia? Se você pensou em uma cerveja gelada, fez bem. Afinal, é a bebida alcoólica mais consumida no Brasil. Cerca de 60% de todo o álcool ingerido por aqui é oriundo do bom e velho suco de cevada. Por isso, se você pensa em hoje mesmo dar uma relaxada depois das 18h, seja sozinho ou acompanhado, apresentamos pra você a Cervejaria Nacional. Localizada na Pedroso com a Teodoro, em Pinheiros, bem perto do metrô Faria Lima, é uma boa opção pra quem quer tomar umas antes do dia acabar, mas fica com receio na hora de voltar. Perto de uma estação, dá pra beber, caminhar e pegar o trem subterrâneo. Se seus olhos também brilharam, continua lendo e seja feliz!

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Primeira vez que consegui entrar no recinto. Trabalho ali perto, e sempre que passava via aquelas suntuosas máquinas de alumínio, responsáveis pela manufatura da bebida gelada. Mas era sempre uma caminhada rápida, que nunca dava pra pensar em entrar. Sorte que em uma sexta quente, como todas as outras, surgiu a chance de fazer uma visitinha ao local. O ambiente, assim como imaginava, é composto basicamente por pessoas acima dos 30 anos. Sejam casais, grupos de amigos ou até solteiros de plantão, a média de idade é um pouco mais alta, então, naturalmente, espere por um salão – um pouco – mais calmo e com menos gritaria.

Vamos primeiro falar das coisas. Todas as cervejas, produzidas internamente, são servidas bem geladas, ótimo pra quem aguentar termômetros acima dos 32º durante o dia. E cinco opções estão disponíveis em estilos diferentes, cada qual com suas particularidades. Todas levam nomes de lendas folclóricas brasileiras: Domina Weiss, de trigo; Y-Îara Pilsen, a que você está acostumado a beber; a Mula Ipa, com um toque extra de lúpulo; a Kurupira Ale, com um toque mais frutado; e a escura Sa’si Stout.

A pilsen, como o paladar brasileiro está acostumado, é a mais refrescante, sem sombra de dúvida. Bem amarela e gelada, até lembra uma Original, só que um pouco mais amarga. E falando em amargura, a ipa até dá uma pegada, mas o gosto de caramelo consegue quebrar e deixar o sabor bem gostoso, isso pra quem gosta desse tipo de bebida. Se cervejas fortes não são sua praia, fica tranquilo: a weiss pode ser sua pedida. Adocicada, a bebida da mulher de branco é forte, mas também a mais leve. Dá pra beber tranquilamente vários e vários copos sem medo de ser feliz. A Kurupira não fica muito atrás, frutada, como toda ale, ela é bem agradável, dando pra sentir os toques cítricos ao fundo da língua. Por sua vez, a mais escura tem um gosto claro de café, e embora a tonalidade assuste pra quem não está acostumado, não é tão pesada, e até refrescante.

Mas vocês beberam tudo isso, você se pegunta. Sim e não. A casa oferece em seu cardápio o Sampler, combinado com todas as opções disponíveis em um copo reduzido, acompanhado de água (inexplicavelmente quente). Aliás, a ideia de servir uma variedade maior por um preço reduzido parece ser uma tendência interessante, dando ao consumidor a chance de experimentar mais sabores.

Falando em sabores, complementamos o jantar com uma porção de Asinhas de Frango. E ai nasce a parte ruim da visita. Ela é muito bem servida, dá tranquilamente para duas pessoas. E vem acompanhada de dois molhos. Só que a carne chegou à mesa queimada, muito queimada. A ponto de não ser possível comer. O que salvou, ainda bem, foi o espetacular molho de gorgonzola, forte, saboroso e sem enjoar. Se o frango estivesse ao ponto, com esse molho, teria sido uma experiência sem igual. Pena que esqueceram as asinhas no fogão. Mas normal, pois todo o atendimento é um pouco confuso, então não é de se estranhar que a cozinha acompanhe o comportamento.

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Aqui no Brasil verão é quase sinônimo de cerveja. Então fomos tomar algumas cervejas boas, não aquelas que você compra no mercado e não tem gosto de nada, lá na Cervejaria Nacional. Lá além um bar muito movimentado é também a fabricante das cervejas disponíveis no cardápio. São cervejas puras e inteiramente artesanais. Melhor coisa de tudo é a localização, é do lado do metro, não é mais de 10 minutos andando do Metro Faria Lima até a Cervejaria Nacional.

Para começar pedi a Y- îara Pilsen (R$ 11) e eu gostei bastante dela. Tinha um sabor suave, era feito de maltes pilsen e vienna, dá um toque de cerveja tradicional com um pouco amarguinho no fundo . Para acompanhar porque estávamos morrendo de fome, pedimos uma porção de asinha de frango (R$ 38), considerei a porção grande porque ficamos satisfeitos só com ela. Ela era ótima, asinhas com bastante carne mas na nossa porção ela estava queimada e dava aquele gosto de amargo que não era muito agradável.

Como queríamos provar todas as variantes das cervejas produzidas na casa optamos por pegar o Sampler, que é uma espécie de menu degustação das cervejas. Vem em uma tábua com a explicação de cada cerveja disponível, elas veem em copos de 120 ml, então dá para provar bem. Os cinco sabores são Domina Weiss, de trigo; Y-Îara Pilsen, que foi a que provei na primeira vez; a Mula Ipa, com um toque extra de lúpulo; a Kurupira Ale, com um toque mais frutado; e a escura Sa’si Stout.

A Domina Weiss é uma feita de trigo então ela tem um sabor leve e bem clara, para quem gosta de cervejas com um gosto suave é a ideal e o que eu realmente gostei dela é um sabor de banana que você sente nitidamente, talvez seja a minha preferida das 5. Já a Y- îara Pilsen é como descrevi antes, suave e com um gosto um pouco amargo. A Mula Ipa é a com maior teor alcoólico e a mais amarga devido ao lúpulo extra, eu particularmente não gosto muito do sabor mas ele é típico, certamente quem gosta de Guinness escura vai gostar dessa. A Kurupira é talvez a mais docinha de todas, para mim as melhores cervejas são as doce mas isso é o meu gosto então, a Kurupira é forte mas tem um sabor de caramelo que faz ela se tornar docinha e gosto, beberia bem mais dela. E para finalizar a Sa’si Stout, que é a cerveja preta, eu não sou muito fã de cerveja preta, mas essa em particular era muito boa! O sabor do café com o chocolate é quase a combinação prefeita da cerveja, muito boa mesmo!

O ambiente não é ideal para um primeiro encontrou ou algo romântico, até porque é bem barulhento mas talvez se for para uma futura saída com amigos ou apenas uma programa de casal diferente é interessante. Lá não é um lugar barato mas também é um investimento para ter uma noite gostosa e com cervejas boas.

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