Big Kahuna, no Jardim Paulista

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Criado no começo dos anos 1990 pela mente de Quentin Tarantino, a rede ficcional de fast-food Big Kahuna deu as caras em diversos trabalhos do diretor, e acabou virando referência cultural pra um monte de gente. Uma espécie de extra nos filmes, onde os fãs esperavam sua aparição em algum momento. Foi assim em Pulp Fiction, em Cães de Aluguel e até em longas alheios, como Um Drinque no Inferno. E essa idolatria ao cineasta foi tão grande que tiraram os sanduíches da tela do cinema para realidade. Em pleno Jardim Paulista fica o Big Kahuna, hamburgueria que respira Tarantino em suas paredes, cardápio e decoração. Visitamos neste fim de semana a casa, e você pode conferir tudo agora.

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Já estava familiarizado com a lanchonete, responsável por um dos maiores sanduíches que vi na vida, mas nunca tive a chance de experimentar nada em seu cardápio. Escolhemos o Big Kahuna como primeira hamburgueria do ano meio que por honra ao mérito, afinal, eles são super famosos pelo sabor, e até agora não tínhamos mencionados eles em nada. Por isso, nada melhor que ir até lá – com fome.

Para um sábado à noite, até que vinte minutos de espera por uma mesa não foram muito. Uma pena que o salão é aberto e sem ar-condicionado, e devido o calor infernal que faz nessa cidade, a transpiração foi ainda maior. A decoração é um prato cheio pra quem gosta de cinema e cultura pop. Não apenas Tarantino é lembrado, mas outras referências estão desenhadas entre os quatro cantos. E quando você acha que já viu Tarantino demais, o garçom te traz o cardápio, e acontece outra explosão de referências. Todos os lanches levam nomes de momentos célebres, ou de personagens de alguns dos filmes do diretor.

Como disse, estava realmente com fome, mas nem tanto para pedir o tal sanduíche-monstro deles. E fiquei alguns bons minutos fazendo a escolha, dentro tão boas opções disponíveis. Entre hambúrgueres recheados e combinações fora da curva – todos na casa dos R$ 30 – acabei optando pelo Bad Mother Fucker (R$ 49,90), clássica frase de Samuel L. Jackson em Pulp Fiction. E já digo de antemão: se não está realmente com fome, não chegue perto.

Fiquei cinco minutos parado e montando uma estratégia de como iria comer o sanduíche, após ter chegado à mesa. Ele é muito grande. Muito mesmo. Até a foto foi prejudicada com o enquadramento, devido a estrutura colossal do lanche. Ele leva, apenas, duas carnes de 220 gramas, uma com queijo cheddar e outro com muçarela. Acompanham quatro generosas fatias de bacon de lombo, três anéis de cebola empanada e bastante salada. O resultado? Algo impossível de comer sem talher. Ainda assim, acabei um pouco sujo demais, mas aceitei o desafio. E sem talher.

O sabor da carne é inigualável, sem sombra de dúvida. Estamos falando de duas fatias enormes de hambúrguer bem temperado e com queijo derretido. O bacon, um dos melhores que já comi na minha vida, quase não tinha gordura. Apenas sabor. Tudo é muito bom, de verdade, mas não é perfeito. São muitos ingredientes, e algo acaba se perdendo pelo caminho. Alface, tomate, cebola e pepino, além de todos os outros ingredientes. Por ser algo tão monstruoso, a receita poderia levar menos ingredientes. Talvez sem a salada, ou sem os anéis de cebolas – sem sal em todos os sentidos. Um lanche com apenas as carnes, queijo – que poderia ser apenas um tipo – e o bacon seria mais que suficiente para qualquer pessoa.

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Eu já tinha ido ao Big Kahuna e tinha gostado muito. Na verdade todo mundo que vai gosta, e muito. A lanchonete ficou conhecida por sua fixação no diretor Quentin Tarantino, e pelo seu super lanche, o Ezequiel que vem como cinco hambúrgueres. Quase um prédio, rs.

Fomos em um sábado à noite, então estava cheio, claro, mas esperamos no máximo meia hora, sentamos numa mesa na sacada e a parte ruim é que estava quente e não tinha ventilador. Os atendentes são bem atenciosos e educados, quando um deles nos entregou o cardápio foi a parte mais difícil, são tantos lanches atrativos que você não sabe qual pedir. Escolhemos como entrada a Double Shot, uma porção, meia batata e meia cebola empanada e definitivamente não vale a pena. Vieram quatro cebolas, e o atendente ainda falou que tivemos sorte!! A parte da batata era generosa, e gostosa. Mas se for escolher uma entrada, peça a batata, ou a cebola, não o meio a meio.

A hora da decisão é realmente muito difícil e você quer pedir todos os lanches. Mas acabei optando pelo Vincent Vega (R$ 29,80), personagem de John Travolta em Pulp Fiction. O sanduíche leva hambúrguer recheado com muçarela e bacon coberto de sour cream, crispy de onion e bacon bits. Prefiro falar primeiro do ponto fraco, que é o sour cream. Ele simplesmente some no lanche, não sei se porque colocam pouco ou se os outros ingredientes chamam mais a atenção.

Já a parte boa é que a carne do hambúrguer, incrivelmente saborosa. Não sei qual tempero eles usam, mas ela é muito boa! A carne de 220 gramas recheada seria suficiente mas os crispys de onion completam o lanche perfeitamente. É uma combinação simples, e nada mais precisava ser incluso para eu dizer que talvez tenha sido o lanche mais saboroso que provei em toda a existência do blog. Vá ao Big Kahuna e tenho certeza que o lanche não vai te decepcionar!

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4 comentários sobre “Big Kahuna, no Jardim Paulista

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