Sobre milkshakes, smoothies e afins

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A primeira vez que se deu conta de um milk-shake na historia da humanidade, não existia luz, não existia internet, não existia nada. Logo após o declínio do Império Romano, os nórdicos iniciaram um costume de misturar gelo – algo tão comum por aquelas bandas – com ervas, plantas, especiarias e tudo aquilo que estivesse disponível. A receita podia não ser o que conhecemos hoje como a tradicional sobremesa, mas de uma maneira meio torta, foi assim que surgiu o milk-shake, que depois foi adaptado para uma versão mais light, chamada smoothie. Mentira, eu não faço ideia de como nasceu o milk-shake, provavelmente deve ter sido nos Estados Unidos, na Grécia, ou na China, como tudo no mundo.

Só que a parte onde eu digo que a sobremesa virou uma tradição dos cardápios ao redor do mundo, bem, isso é verdade. O primeiro que eu tomei na minha vida, pelo que me lembro, foi ainda pequeno, em casa mesmo. Aqueles sorvetes da Kibon, ou da Yopa, misturado com leite, e que não passava dos sabores comuns, como chocolate, creme ou morango. Aliás, até algum tempo atrás os fast-foods da vida não saiam muito dessa zona de conforto. Sorte a nossa que a competição é uma coisa maravilhosa, e na tentativa de um superar o outro, começaram a surgir uma porção de misturas diferentes, e gostosas.

Já ate falei sobre em outra coluna, não sei se lembra, mas o de Ovomaltine foi um enorme sucesso pro Bob’s. E ainda é. E isso serviu de ‘inspiração’ para que outras redes corressem atrás do prejuízo. O McDonald’s antigamente vendia apenas shakes básicos, e foi assim por bastante tempo, até que começou a incluir uma versão com aquelas bolinhas de chocolate, que continuam até hoje no menu. Mas se a rede do palhaço não inovou tanto, não podemos falar a mesma coisa da concorrência. O que dizer daquele glorioso e espetacular shake de Oreo do Burger King? Uma vez a cada quinze dias me sinto obrigado a passar em uma das lanchonetes e comprar um.

E não é apenas o rei do hambúrguer. O Giraffas, criticado por tantos, fez uma parceria com a Pacoquita, e trouxe outra maravilha do mundo: milk-shake de paçoca. E quanta paçoca.

Mas você pensa que só as grandes redes conseguem se diversificar? Nem ferrando. Vai até o Zé do Hamburguer, ali nas Perdizes. São mais de 20 sabores, desde Ninho, Nutella, Pistache e Milho Verde. E são bons. Alguns, outros, nem tanto. Quer mais coisa boa? O Johnny Rockets, escondido no Tiete Plaza, por sua vez, traz coisa realmente diferente. O de morango com banana é estranhamente gostoso. Tem até um da, pasme, Fanta. E falando em sabores diferentes, o próprio Bobs não parou no tempo e sempre traz coisa nova, seja o de Chokito, de Banana com Chocolate ou o de Baunilha.

E Smoothie, você se pergunta? Embora o começo fosse mentira, realmente é um shake light. Feito com gelo, é bastante saboroso e refrescante. O McDonald’s entrou na onda recentemente, em uma jogada acertada, e trouxe tanto o de Morango e Banana quanto o de Manga e Maracujá. Das grandes, por ora, só Ronald e cia investe nessa vertente. Se você procura por um smoothie, tenta ir até o Fran’s, ou até mesmo naquelas saladarias que estão na moda. Seja qual for a escolha, experimenta um, por que é bom. Bem bom.


Fast&Food é uma coluna quinzenal, escrita por Raphael Diegues, editor do Comida pra Casal, que aborda novidades e dúvidas dos consumidores a respeito das redes de comida rápida espalhadas pela cidade.

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