Butantan Food Park, no Butantã

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Pensa em um tipo de comida. Qualquer tipo de comida. Pensou? É bem provável que você encontre no Butantan Food Park. O que era pra ser uma reunião de food trucks, última moda na cidade, virou mais um festival de comidas étnicas, cheias de barraquinhas e gente por todo o lado. Perto do metro Butantã, ao lado da Marginal, o espaço abre todos os dias, sendo que durante a semana apenas para o almoço. Durante sábados e domingos o horário expande, junto com a quantidade de pessoas. Fomos fazer uma visita justamente em um sábado, e a aventura começa agora.

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Olha, a vontade já pulsava fazia um tempo, desde que esse estacionamento velho ganhou notoriedade por juntar aquilo que prometia ser a nata dos restaurantes móveis em São Paulo. Quando a oportunidade surgiu, eu e a Na não perdemos chance, e corremos pra almoçar durante um sábado no bendito festival. É engraçado como a gente cria uma versão própria das coisas, imaginando como deveria, ou poderia ser, a partir da nossa própria cabeça. Isso porque, chegando ao local, ruiu o que pensava sobre o BFP: existem, pelo menos quando estava por lá, meia dúzia de food trucks, enquanto todo o resto são tendas armadas vendendo diferentes tipos de comida.

Parecia uma feira tradicional, aquela onde você compra tomate e alface. Mas troca isso por hambúrgueres, batatas e cerveja. E mesmo com os conceitos implodindo na minha mente, acabei gostando do lugar. Foi o primeiro festival de comida que pude ir, então nem tinha como comparar. Talvez tenha sido o clima, já que estava ventando e um pouco frio, mas fiquei me sentindo fora do Brasil, em lugares onde normalmente existe esse hábito. Até uns gringos surgiram falando inglês, pra reforçar essa nova imagem do BFP.

E sabe quando a gente disse ali em cima que tem de tudo por lá? Então, tem de tudo mesmo. Mas prepara a carteira. Poderia ficar contornando a verdade, tentando justificar de alguma maneira, mas a real é que os preços são caros. Consideravelmente caros. Entendo e apoio a lei de oferta e procura e tudo mais, afinal, se está na moda a própria demanda vai regular o preço. Só que o pessoal precisa entender a diferença entre lucrar e chamar o cliente de idiota.

Pra ficar apenas em um exemplo. Umas amigas nossas tinham recomendado a barraquinha de churros, que certamente é a de maior fila. Já tinha visto fotos dos doces, e como gosto, era certeza comer um. Só que. Só que cobram em torno de R$ 10 por um. Pelo amor! Não me venham com churros gourmet. Carrinho no meio da rua que vende por R$ 5 eu já acho caro, agora me vem esse pessoal ofertando pelo dobro. Simplesmente não. Vai nascer o dia onde eu vou pagar tudo isso pra comer um churros.

Tolhido das minhas escolhas original, fui dar uma volta pelo ambiente, buscando alternativas viáveis para o nosso bolso de fim de mês. Acabei indo no Acarajé da Barra, que fica lá no fundo de tudo. Fazia tempo que não comia um, e por salgados R$ 15 me surgiu um bolinho que já estava pronto, com pouco vatapá e menos sabor ainda. Fiquei frustrado, já que outras opções pareciam melhores, ainda mais pelo valor cobrado. E só comprei mesmo porque quando me dei conta do valor o quitute já estava na minha mão. Não tinha como voltar.

Comi também um pouco da batata que a Na pediu, mas acho que ela escreve melhor sobre ela. Ah, e certamente ela também deve comentar sobre a decepcionante experiência com o Burger Lab.

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O Butantan Food Park é tipo a tentação na terra, você simplesmente quer comer TUDO que se vê por lá. Como a gente já disse algumas vezes, food truck é uma tendência, e como tendência existem alguns exemplos por lá. Mais parece uma enorme praça de alimentação a céu aberto, que funciona de segunda a segunda, e as caminhonetes mudam durante a semana. Além deles, o lugar oferece uma porção de barracas que vendem, entre outras coisas, cerveja artesanal, churros, sanduíche de rosbife, comida indiana e até baiana.

Antes de ir com o Rapha, tinha lido, e visto em uma foto, sobre o Burger Lab, com seus sanduíches maravilhosos, e que ficavam lá durante o sábado. Já sabia onde comer então, certo? Errado. Fiquei bastante chateada com o atendimento, que foi bastante rude. Entendo que tudo tem que ser rápido e prático em um food truck. Mas é tão impossível tirar o queijo do meu sanduíche? Parece que é, pois ela me soltou um sonoro “não fazemos modificações”. Uma pena, pois perderam um cliente. Dois na verdade, porque o Rapha também não comeu lá.

Dei uma voltinha por aquele espaço tão cheiroso de comida, e parei nas suculentas Batatas Belgas do Henri’s, que vende por R$ 15 um cone cheio delas. O legal das batatas – que não entendi muito bem o belga, pois achei elas bem parecidas com as fritas convencionais – é a mistura dos molhos. Escolhi o Requeijão de Calabresa, que dá um sabor bem gostoso; e o Provolone de cobertura. Acho que foi uma boa combinação. Gostei bastante, e acho que o preço foi justo. A porção é bem generosa, e se formos comparar com outros estabelecimentos não está tão acima.

Embora não tenha achado a batata cara, não posso dizer o mesmo das outras coisas. Como bem disse o Rapha, acho que sobem demais o valor, mais do que deveriam. Não acho justo cobrar R$ 20 uma garrafa pequena de cerveja artesanal, e nem vou comentar sobre o churros inflacionado que ele já falou. Acho que em algum momento, quando esse hype todo acabar, os preços vão cair, melhorando a experiência. Mesmo caro, acho bastante válido pegar seu namorado em um fim de semana e almoçar por lá. Com R$ 50 dá pra comer legal, os dois. Tem que procurar bem, mas dá!

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