Manali, no Itaim Bibi

140717-manali-01

Quando te convidam para um bar no Itaim Bibi, provavelmente surge na cabeça alguma casa naquele espaço entre JK, Clodomiro Amazonas e a Joaquim Antunes. Normal, afinal, existem ótimas opções para todos os gostos e custos espalhadas por essas e outras ruas. Uma delas é a Rua Vizeu, que guarda o Manali, bar e restaurante com temática indiana e point de músicos e entusiastas. O nome é uma homenagem à homônima cidade da Índia, e foi criado pelos sócios após uma viagem de volta ao mundo. Ainda não sabendo de tudo isso, fomos convidados em um sábado à noite pra jantar e conhecer o local, e a partir de agora vão nossas considerações.

barra-post-ela

Eu nunca tinha ouvido falar, e acredito que a maioria das pessoas também não, ainda mais em uma região extremamente cheia de bares e restaurante, o Manali consegue se esconder atrás dois postos de gasolina e uma rua pouquíssimo movimentada.  Fomos convidados por uma amiga para conhecer o lugar, pois no dia teria um show de MPB de um cantor que ela gostava, e nós topamos claro. Ela definiu o local como bistro, porém, quando chegamos lá descobrimos que de bistrô ele não tinha é nada.

O ambiente lembra muito um bar com pouca luz, só que com decoração indiana. Até agora a gente não descobriu o porquê dessa escolha, já que no cardápio não tinha absolutamente nada indiano, e muito menos coisas de bistrô. Na verdade achei o cardápio bem reduzido. Quando chamei o atendente (que demorou muito para trazer um cardápio), a primeira coisa que escolhi do cardápio ele me disse que não tinha.Depois da demora do cardápio, já tinha ficado um pouco incomodada e o garçom, apesar de simpático, não era nada eficiente. Ele não sabia se tinha a maioria das coisas no cardápio e demorava muito para trazer os pedidos.

Então pedimos uma tal de Prato do Artista, que o garçom nos indicou pois falou que seria bem servida (estávamos em 4 pessoas). Essa porção era um mix de todas as entradas do cardápio, exceto batata frita. Nesses mix de tudo tinha : frutas, nozes, salgados fritos, pasteis, bruschettas, um pedaço de queijo brie e torrada com azeite e orégano, isso mesmo, sabe as torradas que você faz em casa? Então são as mesmas.

Vou dizer que a casa me decepcionou muito, ela é super bem montada e com um pouco mais de atenção dos funcionários em geral e um cardápio mais bem montado, ela com certeza teria uma visitação maior, e menos focada apenas nos shows que a casa proporciona e atrai sua clientela mais fiel.

barra-post-ele

Acho que essa é a crítica, até agora, que menos tive vontade de escrever. Isso porque já sabia que não sairiam boas palavras do texto, tamanha a decepção com o lugar. Mas nem só de flores vive o mundo, e algumas verdades precisam ser ditas, ainda que não positivas. Tudo começou quando duas amigas da Na nos convidaram pra uma casa que tocaria MPB de boa qualidade. Por ser um sábado à noite, aceitamos de bate pronto, especialmente por se tratar de um estabelecimento que não conhecíamos.

A casa em si é simpática. Fica numa esquina bem localizada que dá um charme a mais pro local. E nem é tão grande. São poucas mesas do lado de dentro, enquanto a área externa oferece um pouco mais de opções pra sentar. Uma pena que estava consideravelmente mais frio que o normal, então as meninas acabaram sofrendo já nesse ponto.

Nosso plano inicial, como de praxe pra montar as críticas, é pedir uma entrada e depois um prato principal, experimentando o máximo possível da cozinha local. Só que não foi o que aconteceu dessa vez. Pedimos uma porção de entrada, a Prato do Artista, que custa R$ 53 e rende pra três ou quatro pessoas, dependendo da fome do grupo. Parecia ser a melhor escolha, considerando o preço e o tamanho, que o garçom garantiu ser muito bem servida. Mas não era. Dá pra ver pela foto que a mistura traz um pouco de tudo: frutas, nozes, salgados fritos, pasteis, bruschettas e até um pedaço de queijo brie. Um pedaço inteiro de queijo brie. E essa foi a melhor parte da porção. Bem grelhado, o laticínio estava maravilhoso. E como quase ninguém quis, comi boa parte dele.

Tirando isso, fiquei frustrado com a expectativa. Não contei no relógio, mas acho que esperamos por volta de 90 minutos entre pedir e chegar. E a cada reclamação de demora ao garçom era nos prometido que a espera valeria a pena, pois se tratava de um prato feito artesanalmente e com bastante coisa. Posso ser exigente demais, mas não acho que a espera valeu. Continuei com fome depois que o prato acabou, e a chance de pedir mais alguma coisa do cardápio se esvaiu após a demora excessiva.

Talvez seja impressão minha, mas a casa me pareceu um point para a mesma clientela, que já se conhece e acaba relevando este tipo de coisa. Como um novo visitante, e um potencial cliente, acho que uma trapalhada da cozinha não pode ser desconsiderada, tampouco a falta de atenção dos garçons. Esperamos pelo menos quinze minutos pra chegada do cardápio, e outros dez pra bebida solicitada pela Na. Entre mortos e feridos, tivemos mais tempo perdido que comida experimentada, o que naturalmente me faz não recomendar o local, a não ser que seja um músico. E goste de pão com orégano. Sim, uma das partes da porção era pura e simplesmente pão com orégano. Ponto final.

140717-manali-servico

Anúncios

Gostou? Deixa aqui sua opinião!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s