A Holanda em São Paulo

140710-holanda-01

casalnacopa-bar-01

Ah, o futebol. Nem o mais pessimista entre os pessimistas imaginava o cenário que se construiu no último jogo. Não apenas pela derrota, mas a maneira como ela foi feita. Muita gente até pensava em uma partida contra a Holanda, e aos trancos e barrancos, aconteceu. Sábado tem a disputa do terceiro lugar, e agora que Inês é morta, nos resta apenas lembrar a culinária neerlandesa.

Na verdade, a Holanda não é conhecida por uma cozinha rica. Muito pelo contrário, tente lembrar de todos os pratos nacionais que você conhece. Aposto que não fecha uma mão. Se a Heineken é a principal coisa que aparece na mente, não se culpe. Realmente é difícil conhecer o que comem os holandeses, o que fez deste ser o mais difícil capítulo do Casal na Copa. Tanto que o restaurante escolhido, embora seja de fato dos Países Baixos, a comida servida é muito mais cosmopolita. E com isso dito, vamos à final, pelo menos a nossa final.

barra-post-galeriafotos

barra-post-ela

“Hoje sim, hoje sim, hoje não! “. Ah Cleber Machado, sua fala nunca fez tanto sentido. A história da Holanda em copas pode ser resumida na entrevista pós-jogo de Van Persie: talvez a Holanda não tenha sido feita para vencer. Três vice-campeonatos, sempre no quase, e nas duas últimas edições, onde o time vinha bem forte, acabouperdendo por besteira mais uma vez. Concordo com o técnico holandês, e o jogo entre terceiro e quarto lugar nunca deveria ser jogado. É o jogo dos perdedores sem vontade alguma de querer lutar por alguma coisa. Mas como não temos escolha, o jogo pode acabar sendo uma revanche negra da quarta de final de 2010. E o que se come exatamente na Holanda?

Bom, basicamente, os pratos típicos são doces. Alguns pratos principais de lá, são releituras de pratos tradicionais de outros países, como sopa de ervilha e batata frita. É praticamente uma mistura de todos os países da Europa. Descobrimos que o Maoz, restaurante vegetariano na Augusta, não servia comida tipicamente holandesas mas veio da Holanda.

O restaurante vende falafel e salada. O falafel é uma comida muito comum no mundo árabe, é um pão (às vezes pita, às vezes pão folha) e dentro vem acompanhado de bolinhos de grão de bico, além de legumes e verduras. Os árabes comem o falafel com molho tarine, e lá no Maoz você mesmo monta os complementos do seu falafel, escolhendo dentre 4 molhos qual o seu preferido.

O meu falafel foi o júnior (R$10,00) e coloquei : cenoura, cebola roxa ( MARAVILHOSA), tomate que vinha com pepino (infelizmente), azeitona sem caroço e o molho holandês que é feito à base de alho. Gostei muito da minha combinação em geral, todos os legumes e verduras tinha um tempero ótimo. Eu certamente comeria muito daquele molho de alho, era a perfeição dos molhos e me arrependi de não ter colocado mais. Junto com o falafel ou salada, a casa tem também a famosa batata belga, e quem não ama batata? O problema foi que a batata é um decepção. Totalmente sem gosto e bastante oleosa, eu realmente não gostei da batata que não tinha gosto de nada. Entrei com alguns preconceitos na loja, e eles foram quebrado para o bem. Eu voltaria com certeza e colocaria mais molho, haha.

barra-post-ele

Eu fui um dos que pregou, bem antes da Copa começar, que a final seria entre Brasil e Holanda. Não era algo impossível, já que as duas seleções chegaram até onde chegaram, mas esse jogo certamente vai se um daqueles típicos sorrisos amarelos, onde os jogadores estarão em campo muito mais por obrigações contratuais e de regulamento que por vontade. E pensar que poderíamos ter comido um bife de chorizo. Valeu, van Gaal.

Como não adianta chorar, tentamos selecionar algo viável dentro de tantas coisas inviáveis, como encontrar um restaurante holandês. Até existe um, mas fica em Holambra. Acabamos por escolher o Maoz, uma lanchonete vegetariana que inaugurou recentemente na Augusta, e que é conhecido por seu sanduíche de falafel. Se você, como muitos, não tem ideia do que seja esse nome, ele é dado a um bolinho de grão de bico, muito famoso no Oriente Médio em geral.

E por ser o carro chefe da casa, o falafel certamente é a melhor coisa que existe no cardápio. Muito saboroso, ele é bem quentinho e crocante, que combina com o pão pita em que é servido. Aliás, falando em servido, vamos falar disso. A casa tem um esquema interessante e não muito visto por essas bandas. É como se fosse um Subway às avessas. O rapaz da cozinha te dá o pão com o bolinho dentro, e você se serve com as opções disponíveis no restaurante. A ideia é muito legal, deixar você colocar o quanto quiser de tomate, cebola ou berinjela, por exemplo. Mas seria ainda melhor se o atendente desse esse suporte inicial pra quem não conhece a casa. Eu e a Na ficamos um pouco perdidos no começo, e entendemos o modus operandi olhando o que faziam as pessoas na fila antes de nós. Nesse quesito, poderia o pessoal que trabalha por lá dar um suporte maior.

Mas a comida é boa? Sim, é. E não achei caro. São duas variações do sanduíche: o normal, por R$ 14, e o júnior, por R$ 10. Como qualquer pessoa não vegetariana que entra em um restaurante vegetariano, o preconceito inicial, como disse pra Na, veio quando perguntei se iríamos jantar depois de passar por lá. Só que fui enganado pelo meu próprio estômago. Me senti satisfeito após o lanche, que eu montei com tomate, cenoura, berinjela israelense, cuscuz marroquino e o chamado molho holandês. Esse, por acaso, merece destaque. Eta coisa boa.

Só que nem de flores vive o mundo, ou no caso, legumes. Existem alguns pontos negativos também que precisam ser lembrados. O primeiro, que pode atrapalhar a experiência gastronômica de pessoas mais inflexíveis, é não separar as opções no bufê. Por exemplo, eu não gosto de couve-flor, mas gosto de brócolis. Na casa, os legumes são servidos juntos, ou seja, não pude realmente escolher o que queria, apenas o que era possível na limitação do meu paladar. E a mesma coisa acontecia com o tomate e outras opções. Uma coisa tão simples que pode ser resolvida de maneira ainda mais simples.

E o segundo, bem, o segundo é um pouco mais chato. Na casa vendem uma porção de batatas belgas, que nada mais é que uma versão diferente da tradicional batata frita. Com um tempero e corte diferente, é o que faz o tubérculo levar o gentílico europeu. Mas não foi o que me pareceu quando surgiu na bandeja. Fiquei envergonhado quando olhei para aquele pacote com batatas semi-cruas, quase verdes e totalmente sem gosto. Imaginei que fosse uma infelicidade conosco, mas ao dar uma olhada pelo salão, todas estavam com o mesmo aspecto. Se alguém acha isso bom, sem problemas. Se alguém quer vender isso, sem problemas. Mas não me coloquem como se fosse batata belga. Talvez esteja sendo um pouco chato, então dá uma olhada na foto da galeria e seja feliz.

140710-maoz-servico

Anúncios

2 comentários sobre “A Holanda em São Paulo

Gostou? Deixa aqui sua opinião!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s