O Chile em São Paulo

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É minha gente, agora começou de verdade. Sábado tem o Chile pelas oitavas, e quem perder assiste a Copa com o Datena. Conhecido por serem eternos fregueses do time brasileiro em torneios mundiais, os Vermelhos do Andes até estão em um momento melhor no que diz respeito ao futebol. Mas e pela comida? Porque isso é o que realmente importa pra gente, quitutes! E falando de culinária chilena em São Paulo, existe outro lugar se não o El Guaton? Sério, existe? A gente não sabe…

Por outro lado, a gente sabia que o Chile não é feito apenas servir de cenário pro clássico filme Vivos,  ter como presidente a versão Latina da Angela Merkel e ser a terra natal do Valdivia.  E com isso em mente, partimos depois de um dia cansativo de trabalho pra casinha soturna no meio de Pinheiros.

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Quem me conhece sabe que eu adoro o Chile, não tive a oportunidade de conhecer o país ainda, mas a sua história e o meu querido Valdívia fizeram com que cada dia que passe eu gostasse mais daquele país. Realmente fiquei triste de pegar os andinos nas oitavas de final, porque vou ter que torcer contra o querido chi chi chi.

Quando vi o site do restaurante fiquei encantada, e quando entrei lá me apaixonei ainda mais, uma casinha simples inteirinha decorada de objetos chileno, camisas de time, quadro sobre a Copa de 62. O ambiente é incrível, sentamos em uma mesa no meio do salão para poder ver o jogo da Colômbia.

A partir daí, começou a decepção. A atendente que cuidava da nossa mesa não se esforçou nem um pouco em nos ajudar na escolha, os pratos típicos latinos acabam se misturando um pouco e o cardápio do restaurante era basicamente uma mistura de pratos de várias nacionalidades sem explicar qual é de qual país… Os preços são bem em conta, levando em contaque a empanada que pedi era enorme e bastante recheada. Outros pratos, como Ceviche de salmão, eram em torno de R$60 para duas pessoas.

Pedi a Empanada frita de Pizza, para ver qual era a diferença, e ela é igual a um pastel. Eles realmente capricham no tamanho e no recheio, disso não posso reclamar. Ela é bem gostosa também, só acho que errei no sabor (Pizza), talvez se eu escolhesse uma mais tradicional como carne, eu gostasse mais.

Eu realmente acho que o ambiente e o diferencial do restaurante valem muito a pena. Um dos garçom que certamente era chileno, e as outras duas atendentes que estavam por lá pareciam fazer questão de não nos ver na mesa. Quase dancei em cima de mesa para elas me olhassem, então certamente elas foram o ponto RUIM do restaurante. Até mesmo quando o Rapha questionou se a empanada dele tava certa, elas não sabiam nos dar certeza se era a certa ou não.

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Vamos falar de Chile, então. E comecemos pela verdade, nua e crua. Não gostei de lá. Infelizmente. Botava muita fé no super recomendado restaurante, conhecido pelas mais que tradicionais empanadas, mas a experiência acabou não sendo tão boa. E posso estar errado, mas acho que pro lugar ser bom, não basta a comida ser gostosa. Precisa ter uma soma de aspectos positivos, que vão desde o ambiente até o atendimento, passando pelos preços praticados e, claro, a comida. E o El Guaton pecou em alguns desses pontos.

Antes de começar a falar mal dos coitados, vale uma explicação: empanada é um prato típico de vários países da América Latina, além da própria Espanha. Embora tenham suas particularidades, no geral, o salgado é bem parecido um do outro (que nenhum latino me leia). Talvez as mais famosas, as argentinas se diferem das chilenas pela forma em que a massa é fechada. Como dá pra ver nas fotos, a dos Andes parece mais uma trouxa quadrada, enquanto a Hermana lembra uma meia-lua. No gosto, são gêmeas.

Voltando ao momento de reclamação alheia. Poxa, eu sei que é Copa, que a Colômbia estava jogando e tudo mais, mas o atendimento pecou demais. A atendente nos colocou na mesa, deu o cardápio e sumiu. Eu queria conhecer um pouco mais das opções, pra quem sabe tentar sair do básico. Não deu. Ninguém me ajudou e tive que optar pelo óbvio: empanada. Escolhi uma de Calabresa, por R$ 6,50. E me lembro de ter feito exatamente a pergunta: é apenas calabresa ou tem queijo e outras coisas? Recebi a resposta de que era apenas a carne suína (sim, calabresa é carne de porco, se você não sabia). E beleza, aguardemos então.

Chegou, mordi e senti queijo e cebola. Existe uma opção no cardápio com os exatos ingredientes. Questionei a atendente, a mesma que dissera ter apenas calabresa, que me confirmou ser a dita cuja. Até brinquei, dizendo que talvez pudesse estar errada, mas comeria mesmo assim, pra tentar achar a carne até o final. Acabei de comer, vi a classificação dos Cafeteros, paguei a conta, fui embora, cheguei em casa, dormi, trabalhei e estou até agora procurando. Se alguém souber onde está, favor mandar um email, comentário no Facebook ou qualquer outra forma de comunicação.

Mas tudo bem, deve ter sido um dia atípico, não quero condenar o restaurante nem ser o cara chato que só reclama do lugar. Prometo que um dia voltaremos lá pra fazer uma nova crítica, e quem sabe a experiência é outra?

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2 comentários sobre “O Chile em São Paulo

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