O’Malley’s, no Jardim Paulista

Uma noite no Omalley's

Querido leitor que nos acompanha nesse curto período de Comida pra Casal, hoje é dia de São Patrício! E quem é ele, e o que isso tem a ver com comida? Bastante! O santo irlandês é tradicionalmente lembrado no dia 17 de março pelas colônias irlandesas mundo afora, e nós, brasileiros, como não poderíamos deixar de perder uma boa festa, aproveitamos pra celebrar o St. Patrick’s Day. Então se você quer bebemorar hoje, mas não sabe de um lugar pra ir, continua lendo pra ver nossa experiência no O’Malley’s, pub irlandês super famoso em São Paulo, que tem uma programação específica para a data. Nós fomos alguns dias antes comemorar o aniversário da Na, e nossos comentários estão logo abaixo.

Ela

Era o meu aniversário, eu queria comemorar em um lugar super legal e pensei no O’Malley’s. Já tínhamos ido ao pub uma vez, mas naquele dia não comemos nada e bebemos só Heineken (cerveja dos pobres em pubs). Porém, como já disse, era meu aniversário, eu merecia uma noite especial e para mim nada mais especial que comida e cerveja!!

Para começar eu pedi a Honey Dew, que é uma cerveja inglesa com um toque de mel, o que quebra um pouco aquele gosto amargo da cerveja e torna o sabor muito agradável. O garçom me ajudou nessa escolha e agradeço por isso porque eu amei a cerveja! Depois disso pedi um pint de Heineken e um Mojito, que era ótimo, doce na medida certa. (Para quem não sabe o que é pint, o Rapha vai explicar)

Mas afinal esse blog é de comida, certo? CERTO! Então vamos ao que interessa. Para começar pedimos nada mais nada menos que um Chish&Fips, ou Fish&Chips, que é peixe empanado com batata frita e um molhinho tártaro. O peixe era incrível, seco, crocante, e tive sorte de não ter nenhuma espinha. O preço (R$29,00) é um pouco salgado, mas vale a pena provar.

O Rapha pediu um lanche que chama The Little Monster. Não experimentei, mas a cara tava ótima e achei o preço super em conta. Para fechar a noite resolvemos pedir uma porção de bolinha de queijo, que o Rapha tinha visto no balcão e pedimos para provar. As bolinhas de queijo eram incrivelmente saborosas, crocantes e secas, o preço talvez não agrade, mas era tão deliciosa que não me importei na hora hahaha.

Quando saímos de lá que reparamos que nossa noite tinha sido extremamente saborosa por conta da comida da casa e não pelas bebidas, que também não deixaram a desejar. Ambos gostamos da casa, mas se você nunca foi em nenhum pub, por favor, comece pelo O’Malley’s. E foi lá que o Rapha me pediu em namoro (Oun <3) (Nota dele: Oloco meu, Arquivo Confidencial)  o que torna o local ainda mais especial para nós, porém, se o casal sair com os amigos também não irá se arrepender.

Ele

Na hora de dar um título pra essa crítica, acho que não tivemos muitas dúvidas pra escolher as palavras certas. Afinal, tudo isso que você vai ler abaixo foi feito das 17h às 2h, um período onde normalmente não se pede tanta comida como a gente fez. A intenção era provar um pouco de cada parte do cardápio, pra te dar uma geral dos pratos. Porque um pub não é só cerveja! É tipo, 80%, mas não é tudo!

Então vamos começar pela parte de maior importância, importância que abre a crítica com a foto inicial: os pints. Pra quem não sabe, o pint é uma medida muito usada pra bebidas lá fora, que é – mais ou menos – meio litro. Na verdade é pouco mais, mas deu pra pegar a ideia. E essa medida, como não poderia deixar de ser, é a adotada pelos pubs na cidade. No O’Malley’s você consegue pedir tanto o copo cheio, como uma versão mais light, com metade de um pint (que equivale a uma daquelas garrafinhas menores de cerveja), de diferentes marcas e preços. Uma das fotos na galeria no final mostra o quadro com os valores, que vai desde a Heineken até a super famosa e desejada Guinness.

Pra começar a noite, pedi uma Old Speckled Hen, uma cerveja inglesa avermelhada e encorpada, com gosto forte pra quem é fã de algo fora daqueles rótulos aqui no Brasil. A cerveja é cremosa, com um belo colarinho que não desaparece (pontos pro barman do local) e tem um sabor diferente, pra quem não está acostumado. Poderia dizer, só pra efeito de comparação (eu não sou um crítico de cerveja, viu), lembra a amargura da Heineken.

Mas falando em encorpada, não posso esquecer dela, a cerveja-chefe do pub: a Guinness. Pra se ter uma ideia, os guias de comida semanais usam esse rótulo como métrica pra comparar os bares da cidade (e é possível ver uma análise da Folha, ou da Veja, com três locais, disposto no balcão). Em resumo: eu gostei, bastante. A Na também tomou um pouco, mas não teve uma boa experiência. Primeiro, porque a cerveja é escura, e bem cremosa. Segundo, porque o sabor dela não é nem um pouco suave. E, mais uma vez, pra quem está acostumado apenas com cerveja aguada (não é o caso dela), o paladar talvez não seja o mais indicado.

Entre um e outro pint mais premium, a sempre boa e velha Heineken estava no meu copo. E é engraçado como a Heineken não é considerada top aqui (ou nenhum outro pub), é só a cerveja de entrada. E isso é engraçado porque, na minha humilde opinião, essa é a melhor cerveja de todas. Muita gente torce o nariz, mas o sabor dela é único, uma mistura de amargo com suave, na medida certa. Como não poderia deixar de ser, a Heineken reina aqui, seja por ser a mais barata, ou por ser espetacularmente boa. Pra ser justo, em alguns dos meus copos os colarinhos vinham quase sumidos, mas isso é culpa das garçonetes que demoram um pouco pra trazer seu pedido (durante a noite a gente variou de lugar, no balcão, em uma das mesas e no andar de cima).

E pra deixar claro, não ficamos só bebendo a noite inteira. Entre um copo e outro a fome ia batendo, e escolhíamos alguma coisa do cardápio. A primeira escolha, pra combinar com o ambiente, foi um prato de fish and chips, iguaria tradicional da Inglaterra, mas que tem no cardápio com o nome Chish&Fips. O valor? R$ 29. Justo? Não. O peixe é bem gostoso, apesar das várias espinhas, da maneira que ele é empanado, deixando-o bem crocante. E as batatas são arrebatadoras, crocantes da mesma maneira. Mas estamos falando de um prato (para dois, que fique justo) de peixe com batata-frita. Não sou um gênio da administração, mas acredito que o preço de custo do prato tenha sido consideravelmente mais baixo.

Umas cervejas depois, a fome bateu de novo, e pedi sozinho o chamado The Little Monster. Um sanduíche com valor de R$ 21, em um prato muito bem servido. Se achei que o peixe estava caro, tenho que dar o braço a torcer aqui, pois o valor é super justo. O pão – tipo francês – é servido com um senhor hambúrguer e maionese, seguido por uma saladinha e fritas no prato. E olha, nessa hora que eu escrevo, só de lembrar, fico com vontade de voltar agora lá.

Mais pro fim da noite, após outras tantas bebidas, mais uma vez ela, a fome, apareceu. E pra completar o cardápio da noite, escolhemos uma porção de bolinhos de queijo. Por R$ 19 vieram cerca de dez (não lembro o número exato) esplendidos salgadinhos quentinhos, crocantes, deliciosos feitos de queijo. Talvez cobrar R$ 1,90 (em média) por bolinho seja um pouco mais alto, mas pensando que a porção geralmente é servida pra um casal, até que não fica tão caro, – isso se você for um casal moderno e dividir a conta, rs.

No geral, a noite foi uma bela experiência gastronômica, porque nunca tinha comido antes no O’Malley’s. Sou um fã do local, mas sempre fiquei restrito ao departamento de líquidos. E pra quem diz que talvez não seja o local mais romântico do mundo, ele é cheio de seus cantos escuros, e a baladinha com rock antigo no andar de cima pode ajudar a criar aquele clima.

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4 comentários sobre “O’Malley’s, no Jardim Paulista

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