Nobue, no Brooklin

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Todo dia é um bom dia para se comer comida japonesa, certo? Ainda mais aquele em que a gente trabalha até tarde, e o nível de fome é maior que o normal. Foi o que aconteceu dessa vez. O relógio batia quase na 21ª hora do dia, e estávamos na Berrini, onde nosso conhecimento de estabelecimentos não é tão grande. Com uma ajudinha do bom e velho Google, encontramos o Nobue aberto (não sei porque, mas as coisas tendem a fechar cedo lá). E a partir de agora, vejam como foi a experiência gastronômica.

Ele

Bom, pra começar, vamos deixar claro que o Nobue não fica exatamente na Berrini. É uma travessa da avenida, chamada José Otaviano Soares. Mas acho que é mais fácil de se localizar do jeito que está. Explicado isso, vamos falar de comida: chegamos na casa por volta das 21 horas, e o pequeno salão tinha algumas mesas ocupadas. Fomos colocados em uma perto da porta, e começamos os pedidos pelas entradas. Harumakis, guiozas e tempuras são escolhas certas todas as vezes que vamos em um rodízio, e dessa vez não foi diferente.

Pra nossa surpresa, o cardápio tinha um suposto bolinho de peixe empanado, tipo isca. Mas a surpresa ficou só na novidade, pois o sabor não era bom, e o dito cujo estava frio. Não que seja um problema, afinal, era um restaurante japonês. Entretanto, era um prato quente! Então, no mínimo, deveria estar minimamente aquecido. O que não estava, que fique claro. Passei para as próximas iguarias: harumaki e guioza.

Primeiro sobre os famosos rolinhos primavera (aliás, alguém sabe dizer por que cargas d’água tem esse nome?), eles não estavam ruins. A receita era bem servida, com uma boa variedade de legumes. Mas (não sendo chato, mas a palavra ‘mas’ vai ser a mais lida hoje) o problema foi a quantidade servida. Éramos um casal. No mínimo, a gente imagina que venha um harumaki pra cada. Como são vários pratos, não precisa ter desperdício. Só que veio um. Isso mesmo, um harumaki, partido em dois. E pronto. Poxa vida, eu gosto de rolinho primavera!

Sobre o guioza, vieram dois – o que, analisando o lugar, é uma vantagem. A massa dele estava bem molenga, diferente do que estamos acostumados. O recheio não era ruim, mas (não disse?) no conjunto da obra, nem deu pra aproveitar. Com a massa tipo chiclete, fica difícil saborear alguma coisa, vide os benditos pasteizinhos orientais.

O próximo da lista foi o tepan, de salmão, como deveria ser. Dessa vez não tem do que reclamar. A carne estava bem macia e suculenta, na temperatura certa. Não tão quente, do tipo que queima sua boca e não deixa comer, mas também não estilo sashimi. Uma pena, pra variar, que veio tão pouco. O responsável pelo local deveria rever alguns conceitos, já que as melhores coisas do cardápio vêm em pouca quantidade, frustrando qualquer cliente.

E chegamos ao combinado. Maravilha, aquele monte de cores, sabores e texturas que apenas a culinária japonesa pode nos proporcionar. E vamos começar falando da parte boa, não? Afinal, coitado do restaurante. O ponto alto, mesmo, fica para o sashimi selado de peixe branco. O sabor era impressionante, uma mistura de quente com frio, que nem sempre fica bom. Só que dessa vez ficou, e nunca tinha comido um selado tão bom antes como no Nobue. Outro ponto a ser ressaltado fica para o sushi radioativo, nome carinhoso que dei para a receita feita com ovas de peixe. Bem gostoso, apesar de estar desmontando.

Como ponto não tão alto, o hot roll falhou miseravelmente para um casal de clientes que ama hot rolls. Eu e a Na temos um índice de casas japonesas, que é medido pelo nível do hot roll, e nesse quesito, o Nobue ficou muito, mas muito abaixo da média. Por alguns motivos: estava frio. O nome do negócio é hot, que inglês quer dizer quente; a ideia de empanar um sushi é deixar ele crocante. Só que ele estava murcho; vieram quatro deles em um combinado. Como pode apenas quatro? Quatro? Sorte que estava ruim.

Pra terminar minha parte, não posso deixar de falar dos temakis. Particularmente, eu não tenho muito receio de visitar novos restaurantes japoneses, porque eu acredito que por pior que possa ser a comida do lugar, errar no temaki é impossível. Dito isso, vem à cabeça de você leitor: o Nobue conseguiu ter problemas com isso também? Olha, não e sim. O sabor não era horrível, mas a porção não era bem servida, o tamanho era bem pequeno, e demoraram pra chegar. Muita gente não gosta de pedir temaki em rodízio, por encher mais rápido o estomago de qualquer um. Então, quando um cliente vai lá e pede uma porção variada, no mínimo, eles deveriam correr, e fazer todos em jumbo-size, pra fazer a pessoa (no caso, eu) comer menos peixe!

Ela

O restaurante é pequeno e um pouco escondido para a localização, é muito famoso por fazer as famosas promoções que todos conhecemos como Peixe Urbano, Groupon, Grubster, entre outros.

Mas infelizmente nós não tínhamos nenhuma promoção (hahaha podre), quando sentamos o garçom nos explicou que tinha duas opções de rodízio. Um que era o rodízio tradicional, sem nenhuma novidade e o outro que foi o que escolhemos era uma opção mais incrementada que vinha camarão e lula.

Escolhemos a segunda opção, mas admito que não me agradou muito. Como o Rapha já contou, nós amamos hot roll e quando ele não vem bom… As entradas eram miúdas e até ai não enxergava nenhum grande problema, o salmão grelhado com alho foi o ponto forte, estava MUITO saboroso.

Quando chegou o combinado fiquei maravilhada, a cara está incrível, porém, o gosto não era assim. Os sushis e sashimis estavam comuns, e a única opção de sushi com camarão era um camarão empanado enrolado em um sashimi que estava tão murcho que estragou tudo.  E como os hot roll não foram diferentes, frios e murcho, uma decepção.

Em geral, o rodízio era mais ou menos, e confesso que me decepcionei com a opção de rodizio sofisticada.

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