Madame Brigadeiro, em Perdizes

Depois de salgado, japonês e hambúrguer, a próxima crítica tinha como obrigação ser sobre algo minimamente ao contrário. E pra adoçar o pré-carnaval de qualquer um, nada melhor como um bom e velho brigadeiro, aquele tradicional doce brasileiro que todo gringo fica louco quando pisa em terras tupiniquins. A escolha foi pela Madame Brigadeiro, casa especializada que fica em Perdizes, perto da PUC. Com 50 sabores da maravilha doce, o estabelecimento faz um rodízio semanal entre as opções, sempre disponibilizando alguma novidade.

Ela

Por estudar na PUC sempre quis experimentar os brigadeiros da casinha rosa que parece da Barbie. E agora tive um motivo, avaliar no meu blog o desempenho de uma brigaderia (metida). A atendente foi muito atenciosa, nós fizemos milhares de perguntas e ela respondeu todas com muita paciência e detalhes.

Bom escolhi o Madame Malu, acredito que o brigadeiro mais tradicional pois a receita é  de base de brigadeiro tradicional Lindt coberto com split callebaut ao leite. Todos os brigadeiros são considerados gourmet porque são produzidos com chocolate em pó Lindt e diversos ingredientes importados.

O brigadeiro era realmente muito bom e o preço bem abaixo da média, acredito que o chocolate usado como base ajuda muito a receita ficar leve e não enjoativa. Mas quando eu experimentei o do Rapha gostei ainda mais, a receita é sensasional e muito saborosa! AMEI !!

A visita vale muito a pena, além do brigadeiro, existem também outros doces bem chamativos  e também sorvetes diferenciados.

Ele

Acho que não preciso dizer, porque todo mundo sabe e concorda, que comer doce não é algo que se faz apenas quando se está com fome. Dito isso, vamos lá. Eu gosto de brigadeiro. Sempre gostei. Afinal, era (e ainda acho que é) o doce mais fácil de ser feito, especialmente aos domingos, quando bate aquela vontade de açúcar e você só tem uma lata de leite condensado e chocolate em pó (vulgo Nescau) na sua casa. A diferença é que hoje brigadeiro ganhou um certo glamour, um status que na minha época não tinha. E com isso, alguns entusiastas abocanharam a oportunidade pra ganhar um dinheirinho a mais, e viram justo cobrar mais de R$ 5 por 20g de chocolate!

E pra minha surpresa, não foi o que aconteceu. Quando eu e a Na chegamos ao local, já tinha me preparado psicologicamente para o estrago financeiro. Entretanto, pra minha enorme alegria, descobri que cada unidade custava exatos R$ 3,70 (ou eram R$ 3,75?). Tudo bem, ainda acho um pouco caro pagar tudo isso por um pedaço minúsculo de comida, mas dentro das opções que existem por aí, achei muito digno o preço. “Se é bem mais barato que a média do mercado, a qualidade também deve ser inferior”, você deve estar se perguntando.

E eu respondo: não. Os bichos são bons. Bons do tipo, “moça, eu não sei qual sabor escolher, então eu quero todos”. Mas como dinheiro não nasce em árvore, e estamos no eterno fim de mês, optamos por duas receitas diferentes, e agradeço pela decisão, pois não podia ter sido mais sábia. Eu tentei sair do lugar padrão, quis ser um pouco descolado, e fui no chamado Madame Ique (nota: todos os brigadeiros levam um nome próprio), que é feito com uma base branca, ou seja, já não é aquele composto leite condensado + chocolate de todo santo domingo. Era algo diferente, algo inovador, algo que tinha até flor na receita! De verdade. A composição ainda tinha hibisco e rosa silvestre, além de frutas vermelhas. E pra completar, umas lascas de morango.

Preciso dizer se era bom?

Pra colocar numa escala tangível, posso dizer que pra ficar melhor só fazendo uma coxinha colocando isso como recheio. Eu particularmente gosto de morango, e o sabor leve do brigadeiro, que não deixa a sobremesa muito pesada, nem muito enjoativa, é feita na medida certa, onde você pode comer facilmente uns cinco. Ou mais. Um dos principais problemas de comer doce, na minha opinião, é perder a mão na quantidade dos ingredientes e transformar a experiência em um pacote de União (ou Da Barra, como preferir). E isso não acontece por lá. Até mesmo o da Na, que eu dei uma mordida (pequena, porque a etiqueta na divisão de brigadeiros não permite), e era mais tradicional, tinha essa leveza.

Mas depois do brigadeiro a gula falou mais alto (eu estava em uma doceira, desculpe), e ainda pedi um outro doce: o brownie coberto com doce de leite. Eu gosto de brownie. E eu gosto de doce de leite. Qual a chance dessa equação dar errado? Bom. Deu. Lembra o que disse sobre perder a mão? É o que acontece aqui. Tem doce de leite em excesso, e nem é um doce de leite tão bom assim. Poderia ser uma versão mais cremosa, tipo aquele da Havana, e em menos quantidade. Pouco pude sentir o gosto de nozes do brownie, dado a quantidade do parceiro na receita.

E pra piorar, o valor desse doce vai de encontro com o que falei sobre os brigadeiros: R$ 12 pela fatia.  Com esse dinheiro, eu consigo comprar um pacote de brownie da Dr. Oetker e um pouco de doce de leite e fazer em casa. E não digo isso menosprezando a brigaderia, ou algo assim. Acho mesmo que o valor está bem acima do real, até mesmo comparando com outros doces servidos, que variam em torno de R$ 9.

No geral, recomendo, e muito, dar uma passada por lá. Os brigadeiros são bem gostosos, custam pouco, e o ambiente é bem clean e todo bonitinho, bem feminino. Só não recomendo os doces do balcão, porque provavelmente a apresentação é melhor que o sabor.

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