Santo Kone, na Vila Olímpia

Fome e pouco dinheiro, como sempre, eram as principais diretrizes ao escolher um lugar pra comer durante uma segunda-feira chuvosa. Achada pelo Google Maps, essa aconchegante temakeria acabou sendo uma ótima escolha por todos os atributos que estávamos procurando: valor, sabor e a salvação para o iminente toró. Especialista na iguaria japonesa, moda entre 11 de 10 brasileiros, o restaurante que tem como mascote um frei oriental – demorou um pouco pra ligar o nome com o desenho, mas beleza – foi o alvo da nossa segunda crítica.

Ela

Segunda-feira , depois de um longo dia de trabalho e chovendo, o Rapha teve a ideia de ir comer pizza do Pedaço da Pizza aqui no Itaim mas, chegando lá descobrimos que não existia mais o restaurante. Confesso que fiquei triste mas, resolvemos procurar uma temakeira.

Andamos o Itaim e a Vila Olímpia inteiros, até chegar no Santo Kone, tudo embaixo de uma chuva chata e misturadas com o meus stress de estar andando há 20 minutos sem um rumo. (Obrigada por me aguentar amor!) E finalmente a parte boa!

O garçom era MUITO atencioso e dava dicas dos melhores temakis, eu escolhi o crisps (Salmão, cebolinha, maionese e crispy = Massa de tempurá). Eu sinceramente, AMEI!! Amo tempurá e a massa dele no temaki pareceu a combinação perfeita. O temaki , além de super saboroso, ele era SUPER recheado ( até o final) e foi R$ 15,00.

Não satisfeita, a gordinha aqui, pediu uma porção de harumaki de legumes (R$13,90) a porção era justa, os rolinhos não eram pequenos (Nota d’Ele: eram sim). O gosto era um pouco diferente do comum por isso estranhei no começo mas, depois do segundo achei que ele era bom, nada excepcional, mas bom.

Vale a visita pela simpatia e aconchego do lugar, além do temaki ser muito saboroso. Acredito que o único ponto ruim é a localização, que para quem não tem carro dificulta um pouco a visita.

Ele

Como ela disse, ficamos presos na Vila Olímpia, sem muita opção de comida, primeiro porque boa parte dos lugares estava fechado (eram 18h30, não 3h30, só pra dizer), e segundo porque o mês chegou naquele momento delicado onde a vontade de comer em algum lugar legal é inversamente proporcional ao dinheiro que você tem no bolso. Alguns minutinhos olhando nos aplicativos mil disponíveis pra isso, e escolhemos a única opção japonesa aberta naquele bairro.

De cara achei o lugar bem transado, embora fosse um pouco pequeno. Mas isso parece ser moda na sociedade moderna, uma espécie de ‘lean restaurant’ adotada por tantos e tantos estabelecimentos. O garçom, que não perguntei o nome (desculpa garçom do Santo Kone), foi muito gente boa e receptivo com o pobre casal (em vários sentidos), que estava com cara de fome e de medo pelos barulhos no céu.

A priori preferimos ficar no deck externo, porque né, é legal. Mas não deu certo, já que a chuva não colaborou. Do lado de dentro, sentamos em uma das mesas (novamente, um pouco apertadas, mas nada que tire o conforto) e aguardamos ansiosamente o pedido feito lá fora. Eu pedi um Hot Maki do Santo, que é um temaki de salmão com cream cheese empanado, mais ou menos como um hot roll gigante. Ou, como eu gostaria de chamar daqui pra frente, um pedaço do paraíso em forma de fritura.

A unidade, que já vem com um corte longitudinal (qual é o corte longitudinal mesmo?) de fábrica,  custa justos R$ 17,90, e é justo por variados motivos, que eu poderia ficar enumerando aqui. Mas vou resumir em apenas dois: o sabor é espetacular, de verdade. A crocância da casquinha faz você esquecer qualquer dia ruim no trabalho, e o recheio complementa todo e qualquer contratempo da sua vida. Sério. É bom. Muito bom. E eu poderia comer dezenas dele, ou centenas!

Centenas talvez não, mas isso leva ao segundo motivo pelo que vale a pena o valor. Quando vi pela primeira vez o cardápio, claro que bateu aquele receio de ‘nossa, tenho pouco dinheiro e acho que só um temaki não vai dar conta’. E pra falar a verdade (eu sempre falo a verdade, tome nota), deu. Claro, não foi uma viagem ao Fogo de Chão, mas me deixou bem satisfeito. A massa do ‘wannabe hot roll’ estufa bastante, dando aquela sensação de saciedade.

Tanto eu quanto a Na somos muito fãs de comida japonesa, e especialmente temakis. Já fomos em várias casas com diferentes receitas, e posso afirmar, categoricamente, que a minha escolha (que, aliás, foi uma sugestão do mesmo garçom gente boa lá do começo – valeu de novo!) foi uma das melhores já feitas. Talvez perca pra um outro temaki que deve virar crítica num futuro breve. E pra concluir, ainda comemos uma entrada de harumakis de legumes (sim, comemos a entrada DEPOIS do prato principal. Julgue-nos), que ela já falou na crítica dela.

PS: Nem lembrei de comentar, mas a entrada-entrada mesmo foi uma porção de sunonomo pra cada, que o Santo Kone dá para seus clientes. Devia estar bom, pena que não sou fã.

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3 comentários sobre “Santo Kone, na Vila Olímpia

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